quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Caro leitor

Venho por meio desta manifestar o meu mais sincero agradecimento à você, leitor assíduo ou casual deste bloco de notas virtual batizado de Caderninho do Grelha. 2008 foi seu ano de estréia, mas foi também um ano de sucesso, com um número de visitas surpreendente para a proposta e o tempo de existência do blog. Espero que minhas palavras possam ter trazido risadas e reflexões para vocês, meus caros, e desejo que em 2009 seja tudo ainda melhor.


Me esforçarei pra transformar este espaço em uma página cada vez mais aprazível de ser lida, e conto com a força de vocês para divulgar este canto e transformá-lo em algo ainda maior, o qual vocês possam se orgulhar de ter visto nascer.


Encerro esta carta com uma frase que demonstra todo o meu desejo de felicidades e realizações neste Natal e neste ano vindouro:


PUTA QUE PARIU!


UM NATAL FODÁSTICO E UM 2009 DO CARALHO PRA VOCÊS CAMBADA!!!


Atenciosamente,


Eduardo Araújo.


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Viajarei e volto dia 11. Prometo uma atualização contando tudo!


Até lá!


Valeu pessoal!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

2008: The year is gone

No ritmo da música “The thrill is gone” (B.B King), cante comigo....The year is goooneee....yeaaaaah, the year is gooone! Tá bom, não cante, eu sei que você não quer. A gracinha inicial está feita, já podemos falar sobre o assunto do post.


Nessa época todos fingem pensar sobre a vida, todos fingem entender o espírito natalino e criticam a maneira que o ser humano médio celebra a data. Então serei breve na parte do Natal: Quero um ótimo Natal pra todo mundo, com muita paz, alegria e cheio pacotes grandes, coloridos e recheados embaixo de sua árvore de Natal. Pronto!


Agora o que interessa. Como foi seu 2008? O que você pode fazer pra transformar seu 2009 em um ano ainda melhor?


Contarei o meu 2008. Apesar de 8 ser número par, esse foi um ano ímpar pra mim, cheio de situações novas, algumas boas, outras nem tanto.


Janeiro: Uma ceia pouco animada, mas diferente. Arrumei um emprego de verdade em uma empresa que parece ser de mentira. Não pelo lado bom, parece ser de mentira pelo lado ruim mesmo.


Fevereiro: Depois de MUITO tempo um carnaval com os amigos. Apesar de vários problemas, foi divertido demais. Em fevereiro também começa a temporada de formaturas.


Março: A temporada de formaturas continua. No apartamento 24, durante o dia 24, chego aos pouco nobres 24 anos também.


Abril: Lembra do emprego de verdade na empresa de mentira? Já não tenho mais. = /


Maio: Um dia especial = Stock Car. Não sou nenhum fanático alucinado por carros, mas fazia tempo que eu não saía só com meus amigos em uma situação daquela. Me fez muito bem, apesar dos pesares.


Junho: Desempregado e desacorsoado. Mês insosso.


Julho: A virada, a revolução, a mudança – O fim de uma história de 5 anos. Não queria ter que dizer isso, mas...foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida. Fez um bem incalculável pra mim, pra minha família, pros meus amigos e pra minha ex, inclusive. Logo de cara, uma formatura pra começar a nova vida com o pé direito.


Agosto: O novo emprego. As novas amizades. O reencontro das velhas amizades. As novas festas. A nova rotina. As contas do cartão de crédito.


Setembro: Primeira viagem solteiro depois de muitos anos. SENSACIONAL. 2ª viagem solteiro depois de solteiro e a primeira viagem à trabalho. EXCELENTE TAMBÉM. Nicete Bruno me pagou um café! Hehehe. Muitos novos amigos a partir daqui. E o ritmo festivo “daquele jeito”.


Outubro: Festas, grandes amigos na área e encontro de gente nova e especial.


Novembro: O ritmo das festas é menor, já que o dinheiro acabou. Mas as festas continuam ótimas e o resultado delas continua rendendo piadas até agora. A volta do Selecionado Imbatível Tafoda. Mais amizades novas.


Dezembro: Correria de fim de ano. Expectativa pra próxima viagem. Mudança de algumas coisas no trabalho. Esperança de um 2009 ainda melhor.

Não tenho do que reclamar de 2008. Aliás, tenho sim.


Que 2009 seja quase igual 2008, mas com o Paraná voltando pra casa.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Essa grande potência do sul

1914: Esse foi o marco para o início de uma grande história. História que começou aqui, no meu bairro, quando ítalo-brasileiros resolveram fundar duas equipes de bola. O Savóia, com nome de origem italiana advindo da região entre Piemonte e a França, mantinha também suas tradições em suas cores, vermelha, branca e verde (Precisou inclusive ser chamado de E.C. Brasil durante a 2ª grande guerra). O Água Verde, escolheu o nome do bairro e as cores do estado, verde e branco. Os clubes de origem italianas uniram forças e formaram uma terceira força, rica e vitoriosa, mas ainda pouco popular: O Pinheiros.


Ainda em 1914, na periferia surgia outro vencedor, o Hexacampeão Britânia. E foi de uma cisão deste que surgiu o maior de todos, até então: Clube Atlético Ferroviário. Este, que surgiu como uma proposta de esporte amador para os funcionários da grande força que era a rede ferroviária no país, cresceu de maneira tão contundente que foi a potência dos anos 60, sendo o primeiro clube do estado a jogar um torneio oficial nacional e obtendo grandiosa torcida. A fusão entre essas 2 forças com uma terceira equipe também de origem italiana, o Palestra Itália foi um passo pra trás. Afinal, toda história tem seu drama, e o drama desta se chama Colorado.


A torcida Boca Negra, que surgiu como a segunda maior do estado, morreu de desgosto, enquanto a do Pinheiros, quase inexistente, vivia um sonho. Em 19 de dezembro de 1989, após reuniões secretas e discussões sobre viabilidade, foi tomada a decisão. Era hora de unir um clube com grande apelo popular, de antepassados vitoriosíssimos e possuidor do único estádio que sediou Copa do Mundo no estado à riqueza, prosperidade e patrimônio de outro clube. Assim se uniram Colorado e Pinheiros, formando o maior clube social e esportivo do sul do Brasil: O Paraná Clube.


Nunca nenhum clube fez tanto em tão pouco tempo. Com 2 anos de história, o primeiro título importante, jogando na casa do rival que até então era o pesadelo do Colorado. Aos 3, o clube já alcançava a elite do futebol brasileiro. Ainda aos 3 anos, era o clube mais rico do país, tinha o maior número de sócios da nação e pagava seus jogadores em dólar em tempos de Cruzeiro Real. Aos 8 anos, emendava uma seqüência de 7 títulos importantes, incluindo um Pentacampeonato estadual. Se dizia por aí...”...a torcida coxa é a maior....a atleticana é a mais vibrante....mas a paranista....bom, a paranista é a mais feliz!!!”. Comprar um caminhão de bombeiros já se tornara um bom negócio.


Por falta de planejamento e competência, não chegamos onde poderíamos (ainda), e estamos passando a pior fase da história dessa respeitável instituição, mas hoje é o dia do Tricolor, Tricolão, Tricolaço da Vila Capanema. Hoje o Paraná Clube completa apenas 19 anos, mas com uma sala de troféus de 50.


Parabéns meu tricolor, que você seja cada vez mais e mais essa grande potência do sul.



terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Na fila por um órgão

Algumas pessoas nascem com um problema de saúde e algum órgão do corpo destas não funciona como deveria. Triste fado na vida destas pessoas, porém, alguns por descuido acabam por sofrer das mesmas mazelas, após sofrerem algum acidente de graves proporções ou abusar do funcionamento de alguma de suas engrenagens vitais. E para resolver o problema? Um transplante de órgãos.


Sempre é pesado torcer pela morte de alguém para que você viva melhor a vida que você tem. Sempre é duro imaginar que existe algo dentro de você que não veio junto contigo. Sempre é ruim o período anterior ao transplante. Mas se a pessoa sabe se desvincular disso, compreender que o doador morreria de qualquer jeito (Destino?) e que, como diz a vó dos feios, o importante é ter saúde, a criatura leva uma vida feliz, aliás, uma nova vida feliz.


Mas me ocorreu uma idéia diferente (Valeu Renata). Que tal se pudéssemos trocar nossos órgãos e membros como quem troca uma fita de super nintendo com o vizinho de cima?


“- Aí Jorginho, vai fazer qual hoje?

– Nada!

- Brother, tenho um futes hoje, coisa fina, mas porra, ta ligado que minha perna esquerda só serve pra subir em ônibus...me empresta tua perna direita?

- Chega aí cara, passa aqui em casa pegar...aproveita e traz aquele filme que tu me falou que é bom pra caramba....qual é mesmo?

- Wall-E

- Isso, Wall-E...”


Irmãos fumantes revezando pulmões pra não “sujar” muito os pulmões de um só. Carecas pegando os cabelos de suas mães emprestados pra ir pra balada e pagar de jovenzinho. Moças “vividas” alugando hímens para mostrar para o pai tradicionalista e recriminador. E se a Fernanda Lima emprestasse seu rosto para o corpo (antigo) da Joana Prado? Quem resistiria?


Inauguro então nesse blog o trâmite de órgãos humanos:


TROCO MEU CORAÇÃO POR UM FÍGADO


Coração em perfeito estado de saúde. Nunca arriou, chiou, ou funcionou fora de tempo. Regulado, documentação e Check-up 2009 OK. Envio de brinde uma chuteira society Umbro, vermelha, em bom estado.

Motivo da troca – Não quero mais fazer uso das capacidades do coração. Mas quero dobrar a quantidade de álcool ingerido pelo corpo com segurança, sem riscos de parada de funcionamento.


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Texto baseado na maluquice sugerida pela Renata Quadros. Valeu Re!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um livro

Se conheceram, melhor, souberam da existência um do outro através de um blog, na verdade dois blogs, um admirava as palavras da outra, que apreciava os textos do um. Romance moderno é assim, cada um usa o recurso de seu tempo, e como essa história não aconteceu com Romeu, nem com Cleópatra, e assim que ela segue: com as conversas de Msn.


Nesse caso, ninguém queria ser qualquer um, dá-lhe destilar o conhecimento literário, próximo ao zero de um, muito maior que isso da outra. Não importa, o que importa é que a conversa passava longe do “Será que vai chover?”. O papo flui, a admiração corre, a conversa convence, o que falta? Falta se conhecer. Claro, isso de conversar ao vivo é coisa do passado, a moda agora é conversar no teclado (Perdoem o trocadilho, micareteiros de plantão), e assim seguiu por tempos e tempos, decepções amorosas de um, reencontros afetivos de uma, entre conversas e cantadas de um lado, Aldrous Huxley, Gabriel García Márquez e tocos do outro.


Mas havia uma razão mais forte que as conversas para eles se encontrarem. Uma promessa. Ela prometeu que lhe emprestaria um livro e ele prometeu...bom, ele não prometeu nada. Se encontraram, sem jeito, sem muitas palavras, sem tempo, o livro trocou de mãos e seguiu um rumo diferente do de costume. Parecia até que nunca tinham se visto, hmm, nunca tinham mesmo se visto, mas a conversa era tão profunda que pareciam parceiros de décadas, mesmo que ambos não tenham vivido mais que duas.


O livro nunca mais voltou pra casa, os dois nunca mais voltaram a se ver e a conversa via web perdeu a graça. Ela não existia, surgiu apenas para lhe entregar aquele livro, como se aquilo fosse o manual de instrução de sua nova vida.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Alegria, Alegria!

Apesar de gostar de música velha, apesar de gostar de Caetano Veloso e apesar de saber da importância dessa canção para um período da história do país, a idéia não é falar sobre isso e nem sobre os jovens que antigamente iam às ruas em busca de seus ideais. Eu não sou tão engajado! Falemos então sobre algo muito mais fútil...que besteiras te deixam alegre?


Bom, existe algo incontestável pra trazer alegria: Achar dinheiro ou ganhar dinheiro inesperado. As contas apertando, você já se despedindo da sua coleção de carrinhos da Burago, que seriam sacrificadas pra cobrir o cartão de crédito (É parceiro, aquela conta no bar que você resolveu virar macho e bancar todo mundo um dia ia chegar), e de repente, PLU, alguém te paga uma dívida que você não lembra! São nessas horas que as pessoas sentem vontade de correr nuas pela rua! Pode comemorar, comemora que o momento é seu amigo!


Há também aquela alegria mais bobinha, inocente, romântica, quiçá idiota: Receber uma mensagem de alguém que você gosta, mas que havia sumido. É como se brotassem flores ao longo de toda a canaleta do expresso (Se você ainda cavalga pelos campos vestido de príncipe, ok, mas a minha realidade é outra, tá bom?), os pássaros cantassem “Perhaps Love” e o céu se abrisse da maneira mais azul possível. Aliás, um dia de sol é outra coisa que trás alegria non-sense, afinal de contas, o que muda na prática um céu cinza ou um céu azul? Bom, pra curitibano ver céu azul é como se tivesse visto o cometa halley (Ok, mentira, até que os dias têm sido bonitos, mas deixa eu dramatizar, por favor), vai ver é isso.


Pra completar um dia perfeito, um convite pra jogar bola que você não contava e você não tem compromisso nenhum. Certo, se o futebol não funciona pra você, troque a frase jogar futebol por assistir filme preferido, sair com alguém que está com saudade ou viagem pra praia na faixa.


Com um dia desses, nem uma chuva daquelas capazes de botar qualquer Santa Catarina abaixo no fim do dia vai estragar a sua alegria.


Né?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Leve 3, Pague 2

Muitas vezes acontecem coisas que marcam nossos dias, semanas, meses. O dia que você levou aquele toco tão fenomenal que nem o Shaquille O´Neal seria capaz de dar, ou então o mês que você só tomou bomba nas notas e teu time perdeu tudo ou então aquela semana que choveu todos os dias e você ia ter que andar no centro. Mas chega de tragédia, às vezes as coisas dão certo, nem tudo é tristeza e a semana pode ser boa, como por exemplo, essa semana que passou, que foi a semana da promoção!


Ora semana da promoção? Comprou uma escova de dentes e ganhou uma pasta de brinde?


Não. Muito melhor!


Comprei um livro que custa R$ 85,00 por R$ 9,90 em uma promoção relâmpago no submarino, e mais! A Gol lançou uma daquelas promoções quase inacreditáveis e definiu meu fim de ano: Vou pra Vitória no ano novo por míseros R$ 160,00!!!!!! Acho que a promoção ainda está de pé, entre no site da Gol pra dar uma olhada.

Mas é claro que eu não poderia terminar esse post de maneira feliz! Vou procurar o lado negativo das coisas só pra dividir com você o meu raciocínio e não guardar essa mágoa pra mim!


Se o submarino pode vender um livro por pilas, POR QUE ELES TE COBRAM MAIS DE 80 MANGOS?


Enfim, fomos, somos e sempre seremos abusados. Acho que de agora em diante só comprarei em promoção.


NOT!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

E não é que deu certo?

No começo despretensioso, recebeu algumas bobagens, alguns rabiscos e restos de raciocínio mal formulados, se passou por um bloco de notas e um muro das lamentações virtual. Com o tempo, não que tenha deixado de ser o que era, mudou, ainda humilde mas agora com pretensões, sonhos e movimento. As pessoas por ali passavam, retornavam, muitas vezes até deixavam suas contribuições, algumas migalhas no chapéu estendido no chão, e foi graças a essas migalhas que ele cresceu, ganhou elogios e deixou o seu criador orgulhoso.


Esse post é curto, mas é especial.


Parabéns Caderninho do Grelha, Após 50 dias, você atingiu as suas primeiras 1000 visitas.


Viva!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Reencontro

Sabe aquele papinho besta de que a gente só dá valor quando perde? É mais ou menos por aí, mas não é bem isso. O cidadão tem uma rotina, acorda todos os dias na hora x, pra ir pro lugar y, encontra com as pessoas z e faz o que tem que fazer. Tudo parece normal, monótono, quiçá desgastante. Então acaba tudo, a rotina muda e as pessoas com quem o caboclo conviviam já não fazem mais parte do seu dia-a-dia. É tomado outro rumo, formam-se novas histórias, outras amizades, convivências diferentes, mas o cara nunca esquece da sua rotina de antes. Até que ele encontra um de seus colegas antigos na rua, dá uma abraço fraterno e pergunta as mesmas amenidades de sempre...”Onde anda?’...”Fazendo o que?”...”Trabalhando na área?”...e ouvindo as histórias do antigo companheiro surge a saudade de tempos que não vão mais voltar.


Os anos passam, os enredos de nossas vidas tomam rumos diferentes, mas depois de alguns encontros não combinados nas ruas, resolvemos que devemos nos encontrar novamente. Como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivéssemos subido naquele palco de teatro pra receber o nosso canudo, os assuntos são os mesmos, as piadas são as mesmas, as provocações são as mesmas e o timbre de nossas risadas ainda são os mesmos. O tempo passa, o cabelo cai, a conta no banco engorda, mas ainda somos os mesmos manés que desenhávamos os outros nas folhas do caderno de estatística. Ainda somos os mesmos palhaços que damos apelido pra todo ser caricato que cruze o nosso caminho. Ainda somos o quarteto, o quinteto, o sexteto...a galera mais odiada da turma de Publicidade de 2003, e os caras que mais levaram o riso e a descontração para as aulas de comunicação do Unicenp.


Que nossos reencontros não sumam da mesma maneira que aquele ser careca sumiu.


P.s: Drico, nós temos nojo de você! hehehe

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Um novo membro

Levantei cedo. O dia não era dos mais bonitos, mas também não era dos mais feios, e sair de casa não seria um grande desafio. Banho tomado, tênis calçado, café tomado, em minutos eu já estava caminhando em direção ao centro, onde a procura começaria. Já na primeira parada, muita coisa pra me tirar a atenção, várias cores, tamanhos, preços e utilidades. Me foquei, escolhi um e levei para a salinha, onde conversamos de perto. Após alguns ajustes eu já podia sentir o que ele tinha pra me oferecer...hmm...e percebi que não me sentia confortável com ele. As coisas não se encaixavam como deveriam. Então parti, buscando a próxima parada. E foi lá que encontrei um mais velho, cheio de manias. Parecia legal, mas não sei, o santo não bateu, ele oferecia mais do que eu queria e eu não gosto disso.


Enfim, a parada final. Escolhido, o levei pra mais um bate papo. Aparentemente, ele não oferecia mais do que os outros, mas também não tinha frescuras. Ele falou bonito, no tom que eu gosto de ouvir e com algumas palavras, me convenceu que era ela quem eu deveria escolher.


E foi assim que eu escolhi o meu novo violão!


Bem vindo à família Taka!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Vem de dentro

Você prefere honrar a si mesmo ou aos outros?
Prefere rir de si mesmo ou rir dos outros?
Acredita que se pensar que tal pessoa é “isso ou aquilo” vai fazer de você uma pessoa melhor ou pior? Mais ou menos feliz? Eu não vou mais por aí. Desigualdade é como tiro no pé, prefiro mergulhar na humanidade, viver a diversidade das vidas. Liberdade.

Boa parte do sucesso das pessoas está em como ela respeita as diferenças das demais e, principalmente, as próprias diferenças. Aquelas diferenças que você ignora e muda quando está com os outros e nem percebe. Aí você me diz: “mas eu não mudo, eu sou autêntico!”, e aí eu repito: “e nem percebe.”.

Todos nós temos algo que nos diferencia de tudo e de todos. Pra que querer ser igual ao que você pensa que é melhor? Ou apontar a diferença dos outros para criar a ilusão de que isso te faz melhor?

Cada um é cada um.
E cada vida é, igualmente, única e especial.

A alegria não vem de fora, vem de dentro! Se aceite. Receba (de, literalmente, corpo e alma) a sua vida como ela é. Agradeça mais: “Always look on the Brightside of life”. Se recompense, não se subestime. Viva da maneira que te faça bem! Ouça mais seu silêncio e menos o ruído dos outros! Originalidade. Não queira ser o que você não é. Não precisa! E, “por acaso”, você nunca vai ficar satisfeito.

Não pense que “se você tivesse ou fosse qualquer coisa” você seria mais feliz. Não seria.

Acredite: Vem de dentro.

A única coisa que temos em comum são as diferenças.
Viva e deixe que vivam as diferenças.
Até porque Deus é um só e o sol nasce para todos...

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Por Marcella Cruz. Sem tirar nem por.

domingo, 9 de novembro de 2008

Ciclos

Existe o maior de todos: A Vida. O cara nasce, cresce, casa, tem filhos, perde o apartamento no divórcio, envelhece e morre. Mas a vida não é feita de uma história só, linear e previsível. Dentro da nossa vida existem vários outros ciclos menores, mas não menos importantes. Cada ano, cada etapa, cada conquista, tudo representa um ciclo que nós não vemos começar, mas sentimos muito (ou não) quando acaba. Eu separo minha vida em alguns: Infância, pré-adolescência, mudanças de colégio, adolescência, faculdade, namoro, Estados Unidos, a volta pro Brasil e o fim do namoro.

A cada mudança de fase dessas, uma grande mudança de vida, uma grande mudança das pessoas com quem convivo, um novo ânimo. Lembro com carinho das chuteiras cheias de areia que faziam minha mãe dar chilique na infância, das defesas que me renderam os gritos de “presuntinho, presuntinho” nos campeonatos do spei, das “convocações” para os campeonatos pelo Tia Paula mesmo sem treinar no time, das medalhas, amigos e festas feitas no III Milênio, dos desenhos maldosos, dos apelidos dados, dos clássicos contra os calouros, das festas e das realizações durante a faculdade, da maluquice e dos amigos nos Estados Unidos.

Cada coisa dessas representou um ciclo, que muitas vezes me derramaram algumas lágrimas de saudade. Cada período desses representou uma história, um conto, um pedaço do quebra cabeça pra desvendar o que foi, é, e será a minha vida. Foram-se as paixões, as vitórias, os risos e os amigos, mas ficaram as lembranças, as metas, os sonhos e a esperança de viver cada vez mais ciclos como esses.

E para você? Qual a importância que cada ciclo teve na sua vida?


P.s: Valeu Sil!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Digitando um conto

Eu tentei. Comecei agora, segundos atrás, a escrever sobre algo que nunca existiu nem eu nunca senti, mas eu não consigo fugir da comédia, e o pior, não consigo fugir da comédia ruim! Eu tenho graça nas tiradas, e apenas nas tiradas, sou incapaz de subir no palco, começar a contar piadas e fazer as pessoas rirem comigo (e não de mim), sou incapaz, portanto, de escrever o absurdo engraçado.

E agora? Será que quando acabarem todas as reflexões que eu possa fazer será o fim do Caderninho do Grelha? Será que entrarei para a “prateleira do esquecimento” e nunca mais terei minhas bobagens lidas por alguém que não eu mesmo? Chega de pessimismo. Enquanto houver tema eu escrevo, enquanto houver sugestões eu escrevo, enquanto existirem leitores eu escrevo. Enquanto eu tiver um teclado eu escrevo.

Aliás, perceberam a sutileza do fim da escrita? O blog não me faz um escritor, o blog me faz um digitador, um datilógrafo. As tintas das minhas canetas não acabam mais, apenas secam. Me lembra meu pai brigando comigo porque a notícia da internet é diferente do jornal “papel”, como se a fonte da notícia não fosse a mesma. É mais ou menos isso, na prática, não muda, mas dá uma tristeza imaginar que as canetas estão largadas, com menos uso, o que será da Mont Blanc? A Sony virou concorrente direta da Bic? As aulas de caligrafia vão ficando cada vez menos importantes.

Bom, se for pensar pela caligrafia, quem me conhece sabe: É melhor mesmo eu digitar.

E que assim seja. Enquanto houver tema eu digito, enquanto houver sugestões eu digito, enquanto existirem leitores eu digito.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Três minutos

O que são 3 minutos? 3 vezes uma unidade de contagem de tempo, 5% de hora, 0,2% do dia? Quem sabe o tempo que se leva de casa até a padaria mais próxima? 3 minutos representam muito mais do que qualquer estatística sobre as horas do dia, esse é o tempo suficiente para se sair da apatia, chegar ao êxtase e conhecer o desespero. 3 minutos é o tempo que o veículo mais rápido da galáxia leva pra fazer a sua viagem mais longa, o trem que faz a linha purgatório – céu – inferno.

Pela segunda vez no ano, esse foi o tempo suficiente para eu estremecer de emoção, viver um momento ímpar e me sentir assistindo a um momento histórico, daqueles que nossos netos contarão para os netos deles. Mas pela primeira vez no ano essa alegria absurda se transformou em uma decepção imensurável e inexplicável. Pela primeira vez em muitos anos eu relembrei de momentos de glórias passados, de ídolos de outrora que até hoje estão na memória de muitos brasileiros e não-brasileiros também, mas tive que esquecer logo, para que a decepção não tomasse conta do meu dia e da minha semana.

3 minutos hoje representaram uma das finais esportivas mais espetaculares da história, uma derrota doída, daquelas de abalar até quem não se importa com esporte, e uma vitória adversária digna de entrar nos livros de história britânicos. Hoje, Felipe Massa viveu a desesperança, encontrou repentinamente no fim de sua jornada a glória a na última curva, na última manobra, no último suspiro viajou até o inferno e conheceu de perto o cramunhão.

Domingo é dia de Massa, mas hoje a vó resolveu mudar o cardápio.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Hoy és lo dia...

...de hablarse portuñol!

No sé se lo saben, pero en todas las ultimas siextas – fieras del mês es lo dia internacional de hablarse portuñol! Habla buenos dias para su viziños, diga que rica para su amiga hermosa, peça um pollo para comer con los niños, hoy es un dia mucho especial!

Hoy es dia de escuchar Los Pirata, cantar El Justiciero y assistir Luz Clarita.

Viva lo portuñol! Viva la comunicacion en ciudad del este! Viva las gatitas argentinas de Camboriu!
P.s: Mira ese website!
http://portunhol.art.br/wiki/P%C3%A1gina_principal

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Felicidade

“Felicidade é deitar ao sol, é abraçar os filhos, ver o amanhecer...”, enquanto um guri abria uma caixa de mega drive, ao lado da árvore de Natal. Para as Lojas Colombo, isso é a felicidade (inclusive, segundo eles, a felicidade mora por lá!). Mas será que é só isso? Será que a felicidade tem endereço, nome, sobrenome, CPF e um apelido maldoso que ganhou dos amigos da rua?

Basicamente nascemos e somos criados por nossos pais da melhor maneira possível, para podermos buscar a felicidade. Mas será que para buscá-la eu preciso pegar o Inter 2, escrever uma carta ou sentar na grama do Barigui num dia de sol? Será que eu consigo comprá-la? Será que vou encontrá-la numa caixa velha de sapatos onde eu guardo as minhas pecinhas antigas de lego?

Descobri que a felicidade não deve ser encontrada, e sim criada. Somos nós que manipulamos nossos sentimentos para nos sentirmos bem ou mal com as coisas da vida. Somos nós que olhamos no espelho e dizemos “Como eu sou feliz!”. Vivemos passagens em nossas vidas e as culpamos pela nossa sorte, mas pense bem, essas passagens ocupam quantas horas do seu dia? E todas as outras horas? Por que não ser feliz nessas outras horas?

Eu não soube ser feliz nas outras horas, e deixava que os momentos ruins tomassem conta do meu dia inteiro, mas depois de superar o problema, eu olhei no espelho, respirei fundo e sorri: Como eu sou feliz!

O que me faz feliz?

Pra mim a felicidade não tem nome e sobrenome, não está em lugar nenhum e não custa nada. A minha felicidade atende por liberdade. Eu poderia ter uma Ferrari conversível e um barco bonito pra brincar de Colombo, mas não me adiantaria de nada isso tudo se eu tivesse que chegar em casa e explicar por A + B onde eu fui com a minha Ferrari, que horas eu cheguei, quem foi comigo, se tinha mulher lá e depois de tudo bem bonitinho, ainda ouvisse um “você está mentindo”.

Prefiro continuar andando de Santa Cândida / Capão Raso, chegando de madrugada e devendo explicações somente ao meu fígado.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Os punks também amam?

Normalmente eles estão de preto. Normalmente eles são esquisitos. Normalmente eles são anárquicos, arruaceiros e não demonstram grande compaixão ou amor ao próximo. Quem já viu vídeos de Sex Pistols ou Misfits já perceberam que estou falando dos punks, aqueles caras de cabelo moicano que invariavelmente andam pelas ruas com roupas rasgadas e uma garrafa de bebida nas mãos.

Mas por incrível que pareça, esses seres esquisitos também são providos de sentimento, ou então mentem muito bem, afinal, quem diz que preferia morrer no lugar de alguém, só pode ser porque gosta muito de alguém.

Veja a tradução dessa letra:

Offspring
Gone away

Talvez em outra vida eu possa reencontrá-la
Você se foi antes da sua hora, não posso aceitar, é tão injusto

E parece que o céu é tão longe daqui
E parece que o mundo ficou tão frio agora que você se foi

Deixo flores no seu túmulo pra mostrar que ainda me importo
Rosas negras e Ave Marias não podem trazer de volta o que foi tirado de mim

Eu alcanço até o céu, e chamo pelo seu nome
Por favor, me deixe trocar de lugar, eu o faria

E parece que o céu é tão longe daqui
E parece que o mundo ficou tão frio agora que você se foi

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Ta bom, agora vem aquele papinho de que Offspring é Pop Punk, não é punk “true”.

Misfits
Saturday Night

Existem 52 maneiras de assassinar qualquer um
A 1ª e a 2ª são as mesmas, e funcionam bem da mesma maneira
To vindo na boa por causa da Amy, Julie não grita tanto
E os policiais não irão ouvir por toda a noite
E talvez, talvez eu esteja acabado,
assim que tiver as preenchido por inteiro

E eu me lembro de quando a vi pela última vez
Estávamos correndo por aí e explodindo
Mas o banco de trás é tão só sem você
Eu sei quando você está em casa

Eu estava pensando em você
Havia uma coisa que eu esqueci de dizer
Eu estava chorando em um sábado de noite
Eu tava sem rumo sem você
Eles estavam tocando a nossa canção
Chorando em um sábado de noite

Quando a lua se torna noite
Você, cheia de maldade, vai embora quietinha
Eu estou sentado no quarto, onde costumávamos sentar e fumar cigarros
Agora eu estou assistindo, assistindo você morrer

E eu me lembro de quando a vi pela última vez
Estávamos correndo por aí e explodindo
Mas o banco de trás é tão só sem você
Eu sei quando você está em casa

Eu estava pensando em você
Havia uma coisa que eu esqueci de dizer
Eu estava chorando em um sábado de noite
Eu tava sem rumo sem você
Eles estavam tocando a nossa canção
Chorando em um sábado de noite

Ok, o amor dele é meio estranho, bom, talvez eu esteja errado, é acho que to errado mesmo...os punks não amam tanto assim.
P.s: Quem vai no show do Offspring dia 12 põe o dedo AQUI!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Gênios do Humor

Todos parecem iguais. São tímidos. Amarelos. Diferentes. São os reis das piadas, não há como não rir. Mas ao contrário do humor que estamos acostumados, aquele que o cidadão está lá pra te fazer rir, fazendo micagem, falando bobagem, esses seres são ídolos do humor involuntário, do humor “sem querer”, esses nos fazem rir quando querem falar sério, nos fazem rir quando atravessam a rua, nos fazem rir em suas aulas de inglês. Estes são os japoneses.

Tem gente que ri só de olhar pra um desses. Eu já não rio mais. Curitiba tem muitos, já acostumei, a piada perdeu a graça. Mas dos japoneses “true” mesmo, aqueles que nasceram e vivem na terra do sol nascente, eu rio sempre, não tem como não rir. Quem mais é capaz de parecer um Cebolinha às avessas e fala “R” quando tenta falar “L”? Quem mais fala “turramba” ao tentar pedir dois hambúrgueres na lanchonete? Quem mais tem os programas televisivos mais bizarros que o ser humano é capaz de criar? Somente eles, os criadores do Ultraman.

Se tiverem a oportunidade, assistam ao “Silent Library”, que já foi devidamente copiado pela MTV, mas em que sua versão original era feito por japoneses. Assistam também ao programa em que japoneses precisam passar por vãos de uma parede que vai na direção deles, o “Human Tetris”. Mas o Masterpiece, o motivador desse post, é o grandioso, fenomenal, fantástico vídeo estilo “Telecurso 2000”, aula de inglês, chamado “Bad Case of Diarrhea”.

Assistam abaixo:




Assistiu? Não entendeu por causa do idioma?

Eu explico.

Isso é uma vídeo-aula de inglês. A mocinha pede ajuda, quer uma ambulância. Um ocidental, muito prestativo, diz pra ela ficar tranqüila e pergunta onde que dói, e ela responde que sente dores no estômago.

Eis que surge então a frase: “Estou com um caso grave de diarréia”. E na seqüência aparece essa coreografia ridícula, com japonesas em roupas ridículas, cantando, como se fosse um grande hit: “Estou com um caso grave de diarréia, estou com um caso grave de diarréia, estou com um caso grave de diarréia...”

Quem, senão os japoneses, teria a genial idéia de ensinar inglês com uma coreografia dessas? Quem, senão os japoneses, usariam uma caganeira como exemplo pra aprender outro idioma? Quem, senão os japoneses, pensaria que falar que está com um jurril daqueles é a coisa mais normal do mundo?
Isso é humor. Isso é Nippon.

( Aprende Agildo Ribeiro...Aprende Tom Cavalcante)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Eu, contraponto

Há algo de socialista no reino das minhas opiniões. Ok, vamos esquecer a brincadeirinha com o Hamlet aí e vamos direto ao ponto. Quem me conhece sabe, sou o inverso de tudo. Torço pro time com menos torcida aqui, defendo os jogadores odiados pela galera, analiso de maneira diferente as situações do dia a dia, tento entender o lado do bandido, o lado do brigão, o lado do ladrão. Se eu fosse um partido político, seria o PT (antigo) ou PSOL. Mas eu sou tão contraponto que esses são dois partidos que eu não voto.

Seria eu a forma humana do “Do Contra”, aquele personagem da Turma da Mônica? Não, nem tanto. Ainda me visto normalmente. Sou apenas um ponto de interrogação, aquele cara que procura provocar a reflexão nas pessoas com quem conversa. Obviamente é sempre epic fail, só minha mãe “reflete” sobre as minhas indagações. Todos os outros me mandam comer capim. Indo a puta que me pariu ou não, fato é que eu represento um elemento importante na sociedade, afinal eu sou a esquerda da opinião comum e evito que injustiças maiores aconteçam. Certo, eu não sou tão importante assim. Aliás, eu nunca impedi nenhuma injustiça na história, apenas as vi acontecendo e me irritei. Mas como eu sou esquisito, eu esqueço as irritações em minutos também. Difícil eu ficar bravo com alguém por muito tempo.

Ta aí, descobri, eu sou o meu próprio contraponto, teria eu dupla personalidade? Acho que não é pra tanto
-Ah, é sim
-Não, não é
-Como não? É óbvio que é
-Eita, não viaja, não é não.

Já falei demais sobre mim, agora me ajudem vocês. Sabem de alguma personalidade que seja assim? Ou então algum anônimo que seja assim? Acho que no mundo dos jornalistas existem vários desse tipo, Diogo Mainardi é um exemplo famoso. Aliás, eu não o odeio e sei que sou soldado solo nessa campanha, quase um Rambo, só que bem menos competente. No jornalismo esportivo, sou capaz de passar 12 horas digitando o nome de pessoas com esse perfil, mas não vou digitar nenhum, pra não ser injusto. Entretanto, é impressionante como surge sempre alguém na imprensa questionando o trabalho dos outros.

Ah, é a função deles, né? Eles recebem pra isso, né? Eu já sou muito melhor, sou altruísta, discordo de todos a troco de nada.

domingo, 19 de outubro de 2008

Ô loco, meu

Escrevo dessa vez em homenagem às pessoas que sofrem de um grande mal, um problema sério que atinge aos brasileiros e que acaba dia após dia com as nossas vidas. Alguma doença? Não. Violência nas ruas? Não também. O que seria então? Mando aqui meu forte abraço às pessoas que não têm o que fazer no domingo e se obrigam a assistir Faustão.

Estou aqui parado, porque uma amiga está fazendo aniversário, meus amigos estarão lá, mas não poderei ir por algumas razões, ficarei em casa possivelmente, e me deparo com um “Quem sabe faz ao vivo!” vindo da televisão ao lado. Muitos anos se passaram desde a última vez que fui obrigado à assistir ao programa do Fausto “tanto no pessoal quanto no profissional” Silva. E só agora percebi o sofrimento de milhares, ou melhor, milhões de brasileiros que não têm grandes opções no domingo e não assinam TV a cabo.

Imploro para todo o povo brasileiro: arrumem novos hábitos. Aprendam a gostar de ler, se dediquem ao artesanato, escutem música, toquem algum instrumento musical, contem quantos palitos vêm dentro de uma caixinha de fósforos ou até mesmo criem um blog e escrevam, mas por favor, por tudo que é mais sagrado, eu suplico, saiam da frente da TV no domingo, vocês brasileiros não merecem esse sofrimento.

Não gosta de fazer nada disso? Se vira nos 30.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Pingos de Sabedoria

Ultimamente tenho atentado a coisas que eu não dava muita trela antes. Frases prontas. Só que as frases que me “cativam” não são aquelas comuns, pensamentos filosóficos bonitos, elaborados por mentes brilhantes e exemplares. Eu gosto mesmo daquelas bem chulas e engraçadas, algumas machistas, outras de cunho sexual e algumas ainda que nos ajudam a nos conformar com as adversidades da vida. Devo esse post principalmente ao Gaúcho, um cara que é praticamente um MBA em tratar mulher, e ao Gaspar, que eu tenho certeza que reserva 2 horas de seus dias bolando novas frases prontas.

Vamos analisar algumas:

“Na guerra é pior”
– Evânio “Gaúcho”

Ta frio, muito frio, chovendo pra caramba. Você está na rua, a 12 km de casa, sozinho, e são 3 horas da matina. Obviamente, você não tem dinheiro também. Desespero? Jamais, afinal, na guerra é pior.

“Quer me foder, comece me chupando” – Eduardo “Gaspar”

O ápice da bronquice e mal gosto. Você acaba de rolar na lama, brincando de lutinha com o porco de estimação da sua tia do interior, no chiqueirinho dele é claro. Precisa ir embora e quer uma carona. Eis que você ouve esse “belo” pedido.

“Se você não comer, a terra come” – Evânio “Gaúcho”

17 dentes, cabelo birolento e cheio de nós, um hálito de espantar tigre e uma beleza próxima a de uma princesa...Fiona. Inencarável, intragável, um monstro, mas...se você não comer, a terra come.

“Beleza é um conceito relativo. Feiúra não” – Iuri “Faot”

Morena, cabelos longos e lisos, olhos verdes, corpo perfeito, pele macia, cheirosa, rosto talhado por Deus em dia de bom humor. Muitos acham que ela é o elixir da beleza, mas alguns entendem que ela não tem sal, sem graça, preferem aquela loirinha de olhos castanhos.
1,90m, 144kg, pele marcada pelo trabalho pesado, mau hálito, rosto judiado. Essa é feia e ponto final.

“Você tem que tratar a mulher como se ela fosse um pedaço de carne” – Evânio “Gaúcho”

Você está com fome, não tem muito tempo a perder. Você não conversa com seu filé, você o ataca, sem respeito, com despeito, em busca do seu objetivo. Matar a fome.
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Não compartilho de muitos desses raciocínios, bom lembrar, mas eu rio toda vez que me lembro desses pingos de sabedoria.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Minhas pérolas musicais: Parte 1

Bom, o Blog está bem das pernas, melhor do que eu imaginava, com alguma visitação, alguns elogios e alguns comentários, tudo isso acontecendo mais vezes do que eu esperava. Calma, isso aqui não é uma análise do Caderninho do Grelha, e sim uma explanação do porquê decidi fazer isso, passar essa vergonha, correr o risco de não ter nenhum comentário e indicação pra visita pelo resto da história desse Blog: Decidi postar pela primeira vez uma letra minha.

Essa letra de hoje nunca foi tocada por nenhuma banda que eu tive, e foi a última letra que eu escrevi (É de 2003), quando já estava na faculdade. Porém, ela já foi executada em público em uma aula que todos tinham que mostrar alguma habilidade artística, que eu esqueci que haveria (óbvio), não preparei nada, então arrumei um violão emprestado e mandei ver (Se vocês soubessem como eu canto mal, vocês teriam noção da coragem que eu tive nesse ato).

P.s: Quem não for de Curitiba talvez não entenda.

Com vocês...

Surfista Rodoviário

18 horas, maré alta, é difícil, é pra treinar
Em maré alta é crowdeado, foda de se equilibrar
Sol na cabeça e suor, qualquer esporte é assim
Só que o tubo que eu pego fica na Silva Jardim

Surfista Rodoviário, Surfista Rodoviário
Surfista Rodoviário, Surfista Rodoviário

O vermelhão é demorado, o cinza eu não consigo entrar
São 3 ou 4, não sei mais, vou de Inter 2, vou de Pinhais
A minha prancha é articulada, marcopolo ou busscar
E você pode dar uma volta, 1,90, é só pagar

Surfista Rodoviário, Surfista Rodoviário
Surfista Rodoviário, Surfista Rodoviário
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Aguardo ansioso pelos tomates...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Overblog

É estranho mesmo, dois posts seguidos assim! Um deles nem se firmou! Mas eu tenho razões pra esse “Overblog”

Me deu vontade de escrever, então não reclamem (Lembra que eu disse que era estrelinha? Lááá no primeiro post, então...). Bom, a verdade é uma só. Eu amo dormir mas odeio ir dormir. Sim, consigo ouvir daqui você rindo de mim (Você mesmo, com a mão no queixo enquanto lê), mas não importa, eu posso explicar e vocês podem entender, eu juro que é fácil.

Veja só, eu to aqui, quase 2 da manhã, e preciso acordar cedo amanhã, mas to com preguiça de deitar, sério, ta tão cômodo aqui, na frente do PC, lendo as minhas bobeiras e comentando nos meus fóruns, que eu não quero deitar, quero aproveitar ao máximo essa bateria que instalaram em mim. Mas quando eu acordar amanhã, estarei puto porque dormi pouco, e dormir é tão bom!

Entenderam?

Isso, valeu confiar em vocês, sabia que vocês são todos inteligentes e entenderiam (Você mesma, te acho inteligente sim, você sabe disso? O que? Acha que não é contigo que to falando? Claro que é!). Chega de prováveis monólogos, vamos ao ponto: O que me faz não querer deitar?

Sabe aquela sensação de que você poderia fazer mais coisas legais? Qualquer bobagem, jogar Guitar Hero, tocar violão ou até mesmo escrever. Se eu posso estar fazendo isso tudo, se eu tenho “gás” pra isso tudo, por que dormir? Porque perder o meu tempo dessa vida tão curta dormindo?

Bom, amanhã quando o alarme tocar, eu vou esquecer de tudo isso. Sou um hipócrita mesmo!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Sentimento é algo estranho

Quando fazemos qualquer coisa, sentimos qualquer outra coisa. Ahn? Ta, vamos lá. Atravesso a rua, sinto medo de ser atropelado, vontade de chegar ao outro lado, a temperatura do asfalto. É um ato cotidiano, mas são muitas coisas que eu sinto. Isso tudo é tão normal, não conseguiria escrever com alguma decência algum texto sobre esse tipo de sentimento. Mas existem aqueles sentimentos que são inexplicáveis, ilógicos, inesperados.

Um beijo.

Quantas bocas você já beijou? Não importa, o que importa é que uma delas te fez sentir algo a mais que as outras. Aí você procura as desculpas...”Ah, ela também gosta de Beatles...”, e quando ela não gosta? E quando você é indie e fã de filmes e ela é pagodeira fã de novelas? Acontece! Algumas vezes aquela é “A” escolhida, e tudo que você pode fazer é tentar convence-la de que filmes são mais legais que novela e que os Smiths são mais legais que o Revelação. E se você não consegue, pouco importa, aquela é a “sua boca gêmea”, afinal, todos encontram uma boca que gosta mais da sua boca, e aí já não cabe dizer que alguém beija melhor! Já conheci uma menina que tinha um beijo bem ruim, mas que já encontrou vários caras que adoraram. São uns doidos!

Uma música.

Fui no Crossroads sábado, pra mim aquilo é quase um paraíso em forma de partituras. Uma banda pra lá de competente (Cracker Jack) tocando um repertório maravilhoso. Mas há quem odeie! E por quê? Não sei! Eu acho que estão é perdendo tempo, mas quem sou eu pra discutir? O cara que não sabe nem explicar os próprios sentimentos? Não sei mesmo, e pergunto: Por que eu gosto de rock clássico? Meus pais não ouvem, minha irmã não ouve, sou o único entre meus amigos com esse gosto também. Aprendi onde? Por que esse é o som que me arrepia e me anima? Não sei, só sei que quando escuto as guitarras distorcidas com seu som borbulhante vindos daqueles amplificadores valvulados no talo, eu me arrepio, canto junto, faço air guitar e qualquer outra maluquice que me faça sentir parte da música.

Quem sabe eu queria ser uma nota musical. Um C#.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Preconceito, Risos e Futebol: Ah, As Músicas de Torcida!

Primeiro de tudo, vejam o vídeo do post acima.

(Se posto o vídeo aqui, não funciona)

Raiva, ódio, violência. Tema recorrente nos últimos anos, virou moda falar mal das torcidas organizadas dos clubes de futebol. Não faço parte de nenhuma, e nem estou aqui pra defendê-las, mas estou sim para mostrar o quanto uma torcida de futebol pode melhorar a nossa vida. Sim, isso mesmo! As torcidas podem melhorar nossas vidas através de seus manifestos agressivos e preconceituosos! Afinal, o que mais na vida é tão relaxante quanto chegar no estádio do seu time e cantar musiquinhas agredindo seu adversário e seus rivais que nem estão naquele jogo? O que mais na vida nos tira tanto o stress quanto mandar os coxas tomarem no ** ou ressaltarmos a diferente opção sexual dos atleticanos? Nada (quase nada) é melhor!

E para exaltar todos os sentimentos ruins inerentes aos cânticos futebolísticos que fazem do nosso dia um dia muito melhor, que eu resolvi postar! Inspirado nesse vídeo da torcida do Náutico (Por favor, assistam, sério, é sensacional), vim aqui defender o quanto é legal ser preconceituoso e dizer que todo mundo do outro lado é bicha! Sem hipocrisia pô, eu também rio quando o Danilo começa a cantar “Tricolor não tem torcida, tricolor não tem torcida” ao ritmo da Dança do Quadrado. Cabemos numa kombi, moramos na favela, mas rimos muito disso tudo! Faz parte!

Para homenagear esses criativos do demônio que escrevem essas belas canções, escreverei aqui alguns versos de belas canções entoadas nos estádios brasileiros:

Coritiba
“...Aquela caveirinha, quando viu se calou, dentro do chiqueirão o bonde da Império...”

Atlético Paranaense “...Atirei o pau nos coxas, e mandei tomar no cú, coxarada filha da puta, chupa rola e dá o cú...”

Paraná“...É Paratiba, ooo, Couto Pereira, a Fúria quem lidera, mas que beleza, eu vou matar um porco nesse dia com certeza...”

Grêmio “...Somos Campeões do Mundo, da Libertadores também. Chora macaco imundo, que nunca ganhou de ninguém...”

Fluminense“...Eu não sou vascaíno, eu não sou vascaíno, não vendo pão, não vendo pão, não vendo pão...”(Ao ritmo de La Bamba)

Portuguesa (em jogo contra o Ceará) – “...eeeEEE, na sua terra não tem água pra beber...”

E a grande e maravilhosa canção que me motivou a fazer esse post, a grande coqueluche na arte de agredir o adversário.

Náutico
(cantando pra torcida do Sport) – “...Sou alfabetizado, sou alfabetizado, não sou ladrão, não sou ladrão, não sou ladrão...Náutico Náutico, Náutico Náutico...” (Ritmo de La Bamba também)

Então vamos celebrar, cantar em uníssono as canções violentas de nossas torcidas, afinal de contas, quem não cantar, VÁ PRA PUTA QUE O PARIU!!!

P.s: Depois eu tento colocar o vídeo direto aqui, mas não ta rolando, então vejam pelo post de cima mesmo. Mas vejam! Vale muito a pena!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Mulheres, me explanem por favor...O QUE É ESTILO?????

“Ah, sei lá, ele não é bonito, mas ele tem estilo...”, essa é uma frase que atordoa meus pensamentos desde que comecei a enxergar as mulheres como algo mais do que o grupo inimigo, chato e que não joga bola. Existe argumento mais desprezível para justificar alguma escolha do que dizer que tal tem estilo? Confesso, devo ter nascido com alguma falha no cérebro, porque não consigo perceber o que é ter estilo!

Afinal, todos temos um estilo, eu tenho o estilo de ser palhação e o estilo de me vestir discreto. Esse é meu estilo. Tem cara também que anda de verde limão com um neon rosa no pescoço, esse é o estilo de se vestir dele, o que não quer dizer que ele tem “mais” estilo do que eu.

Acho engraçado isso tudo, porque pra mim, dizer que tal ser é estileiro, é como dizer que você não sabe muito bem porque gosta de alguém, mas sabe que gosta. Seria mais honesto e respeitável dizer que apenas não sabe porque gosta. Eu já gostei de muita menina sem saber explicar muito bem o porquê. Mas sei lá, nunca procurei justificativas pra isso, apenas assumia pra mim que gostava, que não sabia porque e pronto!

Já fiquei noites sem dormir tentando entender essa frase: “Eu sei que ele é feio, chato, anti-social, pobre e não faz nada que preste na vida, mas ele tem estilo e por isso eu gosto dele!”. Acho que eu devo parar de refletir nessas coisas, senão daqui uns dias estou andando com um all-star de cada cor e uma camisa coladinha até o umbigo, só pra ter estilo também.