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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

A camisa amaldiçoada

Que grande tema pra fazer um filme de terror lado B! Imagine Zé do Caixão enfrentando zumbis, que se tornaram essas criaturas porque vestiram uma camiseta? Seria ridículo, mas poderia passar nas noites da Bandeirantes em 1996....


Bom, o que uma camisa é capaz de fazer? Pode cobrir alguém do frio (Pero no mucho...), pode “enfeitar” alguém, o deixando mais bonito, pode deixar alguém adequado para certo tipo de situação, pode até te ajudar na limpeza de casa, desde que ela seja de político e você resolva fazer uso dela como pano de chão. Mas as camisas podem fazer muito mais que isso, as camisas podem trazer o azar em todo seu esplendor!


Eu não era supersticioso. Pra mim, causa e efeito tinham ligações diretas: Se você lavar o cabelo, você vai ser menos fedorento e vai conseguir uma mulher pra você, logo, isso não constitui numa simpatia, mas se você comer um rato frito, você não vai ganhar na loteria, porque uma coisa não está ligada na outra. Isto posto, eu não tinha “cuequinha furada da sorte” ou um pé de coelho pendurado no meu nada modesto molho de chaves.


Mas tudo mudou, graças a uma camiseta. Existe uma camisa do Paraná (Time que torço), modelo de 2007, que eu acho a camisa mais linda que o clube já teve. Azul de um lado, vermelho do outro, cores vivas, sem frescurites e rabiscos desnecessários, ela era a representação perfeita do uniforme idealizado pelos fundadores do clube. Ganhei essa camisa de presente há um tempo, mesmo que eu pudesse pegar um modelo mais atual, eu queria essa mesma. Até aí, tudo certo, o problema, é que essa camisa dá azar!!!


Eu a usava com grande freqüência pra ir aos jogos do meu tricolor, nada mais trivial do que usar a camisa do seu time nos jogos afinal de contas, só que o Paraná SEMPRE perdia. Certo dia eu fui com outra camisa, e o time ganhou. Jogo seguinte, lá estou eu novamente com meu já tradicional manto sagrado e PLU: Derrota. Comecei a desconfiar das capacidades macabras da vestimenta, mas segui firme...”Capaz que uma porra de uma camisa vai mudar os resultados do meu time...”. Dada a insistência de usá-la, meu time insistiu em perder e estava brigando pra não ser rebaixado, o que me fez perder o orgulho e parar de usar a camisa. Eis que o time engrena, começa a ganhar vários jogos, sobe bem na tabela, era outra coisa! Insistente que sou, pensei que o time já estava bem, e que camiseta nenhuma poderia acabar com isso. Fui a mais um jogo com a dita cuja. Pois bem: Derrota. Desisti. Me entreguei. Abortei missão. Não a usei mais pra ir ao estádio. O time manteve seu ritmo de vitórias e escapou com folga do temido rebaixamento.


Ano novo, vida nova, o time se ajeitando ainda, mas cada vez mais “certinho”, vou pro jogo hoje, e simplesmente esqueço que estou usando a camisa. Jogo começa: Pressão tricolor, poderia ter feito vários gols. Começa o 2º tempo, GOL! Que maravilha! Lembrei que estava usando a camisa...”Veja só, ta ganhando comigo usando a camisa...”.


O Londrina virou – Paraná 1 x 2 Londrina


=(

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Curitiba, chuva e 22ºc

O sonho acabou. Aquela história de precisar de ar condicionado pra poder respirar e tomar sol até ficar tão colorido quanto um tomate ficou pra trás junto com o tempo bom que me acompanhou em Vitória, Itaúnas, Guarapari e minhas poucas horas no Rio de Janeiro.


Manja o que é sentir calor DENTRO DO AVIÃO? 35ºc me fizeram sentir isso no Rio e essa sensação passou assim que o comandante falou: “Senhores passageiros, passaremos agora por um período de turbulência, mantenham-se em seus assentos com seus cintos de segurança fechados”. 3 chances pra acertar: O Padre voador enroscou na aeronave? Thor resolveu dar uma brincada? Não, estávamos chegando em Curitiba e obviamente estava chovendo. Novidade...


Já que é pra falar de desgraça, vamos aos grandes momentos trágicos e engraçados da viagem.


Eu e Felipe


Simplesmente não nascemos pra freqüentar o mesmo ambiente. Enquanto estivermos juntos, o atendimento será lento, o local será quente, a comida terá cabelo e a cantora será gorda e não gestante. Mesmo com esses pesares, foi super "alto astral" sair contigo aí piá! Te considero pra caramba e você sabe disso.


Nhé nhé.


Ator pornô guia turístico


A partir do momento em que uma chilena começa a explicar pro dono da casa onde que se guardam as panelas e lhe explica a importância do Pau Brasil pra nossa história, é hora de rever os conceitos de profissão e perceber que o cidadão tem mais talento pra pornografia do que pra Zezinho do Cajueiro. 1 metrossexual, Kid Bengala ou Gustavo, brincadeiras a parte, valeu mesmo pela força aí! Manda um abraço pra família toda, todo mundo foi legal demais....E TIRA A PORRA DA TOALHA DO PESCOÇO!


Gaúchos


Primeiro de tudo: Gaúcho é seu passado Biraci!!! E na terra de vocês tá cheio deles. Aquele ensaio na escola de samba foi um negócio legal, mas a quantidade de gente “diferente” que tinha lá tangia o absurdo! Mas valeu Bira, você é um capixoca que mora no meu coração rapaz! Sucesso no novo trampo...de verdade! E não esquece que capixaba tem “sutaque” sim....HÃN!


Micareta


Alemão, rei do axé, me hospedou pra micareta do chiclete, e tentou hospedar o Kid e a Renata, que resolveram interagir com a vizinhança. Valeu Alemão, foi um prazer conhecer mais uma das Mansões Scopel e os grandes fundadores desse conjunto habitacional, que são ainda mais porra loucas que você! Valeuzão! Micareta a qual o Pudinho foi embora e nem me viu mais! Mas valeu Pudinho, massa te ver, só de bobeira, pena que agora você ta namorando e ficou chato eu te pedir em casamento naquele clima romântico todo que só eu sei armar!


Valeu à todos os capixabas amigos, Lívio que esteve sempre “no rock”, Amigão que arrumou um tempinho apertado pra me ver e eu achei isso massa demais, Amanda que eu encontrei no apagar das luzes e todos os que eu não conhecia e que foram gente boa demais...Colatto, Cuca, Lucas, Velho, Paula e mais tanta gente que é melhor parar aqui antes que eu esqueça de alguém.


Esse post era só pra contar sobre a viagem e agradecer à todos mesmo, no próximo eu volto com alguma reflexão imprescindível para o bom andamento da vida de vocês, leitores!


=D

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Diário de Bordo

Quarta Feira, 7 de janeiro de 2009, 21:20 h.

A aventura começou com um chá de cadeira e uma manta gastronômica em São Paulo. R$ 13,00 em misto quente com suco foi a opção mais barata de almoço que eu encontrei em Congonhas. Na sequência o piloto perdeu o ponto de descer devagar e resolveu pousar numa “pontada” digna de um avião de caça. Resultado: A maior dor de ouvido que eu já tive na vida e a de muitas outras pessoas que estavam no avião.

Depois de mais algumas horas esperando a esteira do aeroporto de Vitória funcionar, encontrei os parceiros e a parte boa começou. Vamos aos fatos:

Vitória é quente, muito quente.

Você pode ser Romam Abramovich ou a Maria da Latinha, não importa: Você terá um carro com ar condicionado, e se você não tiver, você morre. A maior sacanagem que você pode fazer com um capixaba é vender a ele um carro com ar condicionado estragado.

Cidade surpreendente


A verdade é que a gente não sabe o que esperar do Espírito Santo. Está no sudeste, mas seus irmãos mais famosos o ofuscam um tanto, e no fim, não se ouve falar muito do estado. Vitória e Vila Velha (Que são praticamente a mesma cidade, separadas apenas por uma ponte gigante) são cidades bem bonitas e modernas. A natureza ajuda por um lado e a engenharia ajuda por outro. Vila Velha é entupida de prédios bem altos, novos e bonitos e Vitória é mais ou menos por aí também.

Ensaio de Escola de Samba

Ta aí um negócio que eu NUNCA na minha vida pensei que iria fazer: Ir a um ensaio de escola de samba. Mas a galera aqui vai e é legal pra caramba! Fora o fato de que a mesma música fica tocando durante horas e horas (Afinal, trata-se de um ensaio...), você não escuta muita coisa mesmo e nem percebe que é igual. Ao som de “Convento da Penha: O relicário de um povo”, a Unidos do Jucutuquara ganhou minha torcida para o caranaval capixaba 2009.

Itaúnas, a terra do McDunas

O lugar é lindo. Uma vilazinha bem “roots”, especializada em forró e brinquedos non-sense em seu playground. Chegar à praia exige esforço, mas compensa, afinal, depois de atravessar as dunas, o visual é bonito demais. A “vibe” é parecida com a da Ilha do Mel, todo mundo feliz na rua sem saber bem porque, pessoas cantando enquanto caminham em direção às dunas para a chegada do ano novo, e são nas dunas que estouramos nossa champanhe pra celebrar o novo ano. Mas o ponto áureo é uma lanchonete, que não tem nada demais, apenas o seu nome e sua logomarca: McDunas.
Eu ri bem.

Ainda estou no meio da viagem, ainda vou pra Guarapari e farei minha estréia em uma micareta: Chiclete com Banana. Talvez vocês não saibam, mas essa banda é famosa demais no Brasil, e nós curitibanos não temos a menor noção disso. Micareta do Chiclete é quase evento.

Esse foi um post bônus, já que eu havia prometido um para a volta apenas, mas eu fiz isso por uma única razão: Para lembrar vocês que enquanto vocês trabalham, eu ainda estou de férias.

=-D

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Três minutos

O que são 3 minutos? 3 vezes uma unidade de contagem de tempo, 5% de hora, 0,2% do dia? Quem sabe o tempo que se leva de casa até a padaria mais próxima? 3 minutos representam muito mais do que qualquer estatística sobre as horas do dia, esse é o tempo suficiente para se sair da apatia, chegar ao êxtase e conhecer o desespero. 3 minutos é o tempo que o veículo mais rápido da galáxia leva pra fazer a sua viagem mais longa, o trem que faz a linha purgatório – céu – inferno.

Pela segunda vez no ano, esse foi o tempo suficiente para eu estremecer de emoção, viver um momento ímpar e me sentir assistindo a um momento histórico, daqueles que nossos netos contarão para os netos deles. Mas pela primeira vez no ano essa alegria absurda se transformou em uma decepção imensurável e inexplicável. Pela primeira vez em muitos anos eu relembrei de momentos de glórias passados, de ídolos de outrora que até hoje estão na memória de muitos brasileiros e não-brasileiros também, mas tive que esquecer logo, para que a decepção não tomasse conta do meu dia e da minha semana.

3 minutos hoje representaram uma das finais esportivas mais espetaculares da história, uma derrota doída, daquelas de abalar até quem não se importa com esporte, e uma vitória adversária digna de entrar nos livros de história britânicos. Hoje, Felipe Massa viveu a desesperança, encontrou repentinamente no fim de sua jornada a glória a na última curva, na última manobra, no último suspiro viajou até o inferno e conheceu de perto o cramunhão.

Domingo é dia de Massa, mas hoje a vó resolveu mudar o cardápio.