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terça-feira, 17 de março de 2009

Minha férias

Eis os primórdios do Caderninho do Grelha: As redações “Minhas Férias” que eu e quase a totalidade dos seres humanos brasileiros tiveram que escrever no primário. Outro dia (outro ano, vai...) encontrei uma dessas, já que eu sou um cara que guarda qualquer tipo de tranqueira, e comecei a reler os meus relatos “vacacionesísticos” dos tempos em que minha diversão era assistir Pica Pau e jogar futebol de botão. Pra variar, eu tinha passado boa parte das férias em Lages, na casa da minha bisavó e da minha madrinha, e gastava meus dias jogando bola na rua, andando de bicicleta no bairro ou jogando mega drive na casa do vizinho da “Dona Dersa” (Minha Bisa).


Dia desses (agora sim, foi recente...=D), fui fazer uma entrevista para emprego, e antes de ir para a conversa com o contratante, recebi uma folha e o conselho “responda isso antes, por favor...”. Me deparei com 2 perguntas: A óbvia e ululante “Por que quer trabalhar conosco” e a outra, que me fez lembrar das redações da infância, que me pedia “Conte quem é você”.


Já repararam como é difícil dizer quem somos?


Senti uma vontade imensa de responder “Pergunta pra minha mãe, pro meu pai, pra minha irmã, pros meus amigos, pros meus inimigos, pra minha tia e, especialmente, pra você”. Porra!!! Isso lá é coisa que se pergunte!?!?! Me pergunte como se diz “Ah, eu to maluco!” em húngaro, mas não me pergunte quem sou eu!


Claro que após 5 minutos de reflexão eu vomitei qualquer mentira lá, exaltando meus pontos fortes que não existem, minha determinação que eu esqueci em algum ônibus por aí e nunca mais achei, e minha disposição que tirou férias em 2001 e me mandou um telegrama dizendo “Perdeu, playboy!!!”.


Eu consegui o emprego, mas abri mão da vaga porque não seria interessante pra mim, portanto, estou de folga. Olha só, que grande chance de escrever um relato sobre as minhas férias, hein?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pau no cú de quem disse que futebol, política e religião não se discutem. A graça da discussão é a discordância, a raiva, o sangue nos olhos, as cadeiras voando e as esposas chorando pelos maridos sem noção que rolam no chão por causa do Parmera ou do Curíntia. Entretanto, mesmo eu sendo totalmente a favor das discussões grosseiras por causa desses assuntos, não é sobre nada disso que eu vou falar. Fé é crença, crença é sobre o que você acredita, e você pode acreditar ou desacreditar em coisas que não envolvam Jesus, Alá ou Inri Cristo, portanto, falemos sobre a fé em outras instituições.


Navegando nos blogs do Brasil Varonil, li uma passagem sobre o descrédito que os alarmes possuem com a população. Fato comprovado: Ninguém acredita nos alarmes!


Quer ver?


Quando toca o alarme do seu carro lá fora, o que você pensa?


A) Fudeu, estão roubando meu tremendão.


B) Você não ouve, afinal, sofre de sérios problemas de audição.


C) Que saco, essa merda disparou de novo. Vou lá desligar e já volto.


É óbvio que você escolhe a opção C, e se encaminha para seu veículo com a paz digna dos que acabaram de se livrar de peso desnecessário no corpo, após horas de sofrimento na fila do banheiro.


Outra instituição sem crédito: Filhos.


Chega pro seu pai AGORA e conta pra ele que existe uma empresa sensacional, que custa 10 mangos pra abrir uma filial, que vai bombar e render 15 paus mensais, com pouco trabalho. Ele te olhará, te fará um afago, olhará com uma cara que quer dizer “como é que esse jumento foi feito por mim...” e vai ignorar o que você disse. No dia seguinte, um frentista....não, melhor, um carrinheiro......não, melhor ainda, UM MENDIGO aborta ele na rua e diz: “Sei de uma empresa que custa 10 mangos pra abrir uma filial, que vai bombar e render 15 paus mensais, com pouco trabalho.” Sabe o que ele faz?


SE INTERESSA!!! Pesquisa, vai atrás, abre o negócio, e se duvidar, chama o mendigo pra ser gerente. Você vai ser o chapeiro, afinal de contas, você tem muito a aprender ainda sobre negócios.


Por fim, algo que absolutamente ninguém acredita: Elogio de mãe.


Sério, alguma vez na sua vida, viu uma mãe olhar pro filho, recém-nascido, e largar: “Olha meu filhinho, parece um joelhinho...mas eu amo tanto!”. Aposto que não. Aposto A SUA MÃE que não.


É por isso que surgem aqueles seres, filhotinhos de cruz credo, mais feio que bater na vó, que chegam na escola e se acham o Brad Pitt do primário. Essa é uma criança que certamente vai se envolver com drogas quando descobrir a verdade, ao chegar aos 9 anos e não conseguir pegar nem gripe (Hoje em dia a coisa está precoce, não sei bem a idade que começa a “azaração”, mas chuto, com otimismo, que seja uns 9 anos de idade).


O que? Você acreditava na sua mãe?


Então é melhor tomar tento com as drogas, viu?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Curitiba, chuva e 22ºc

O sonho acabou. Aquela história de precisar de ar condicionado pra poder respirar e tomar sol até ficar tão colorido quanto um tomate ficou pra trás junto com o tempo bom que me acompanhou em Vitória, Itaúnas, Guarapari e minhas poucas horas no Rio de Janeiro.


Manja o que é sentir calor DENTRO DO AVIÃO? 35ºc me fizeram sentir isso no Rio e essa sensação passou assim que o comandante falou: “Senhores passageiros, passaremos agora por um período de turbulência, mantenham-se em seus assentos com seus cintos de segurança fechados”. 3 chances pra acertar: O Padre voador enroscou na aeronave? Thor resolveu dar uma brincada? Não, estávamos chegando em Curitiba e obviamente estava chovendo. Novidade...


Já que é pra falar de desgraça, vamos aos grandes momentos trágicos e engraçados da viagem.


Eu e Felipe


Simplesmente não nascemos pra freqüentar o mesmo ambiente. Enquanto estivermos juntos, o atendimento será lento, o local será quente, a comida terá cabelo e a cantora será gorda e não gestante. Mesmo com esses pesares, foi super "alto astral" sair contigo aí piá! Te considero pra caramba e você sabe disso.


Nhé nhé.


Ator pornô guia turístico


A partir do momento em que uma chilena começa a explicar pro dono da casa onde que se guardam as panelas e lhe explica a importância do Pau Brasil pra nossa história, é hora de rever os conceitos de profissão e perceber que o cidadão tem mais talento pra pornografia do que pra Zezinho do Cajueiro. 1 metrossexual, Kid Bengala ou Gustavo, brincadeiras a parte, valeu mesmo pela força aí! Manda um abraço pra família toda, todo mundo foi legal demais....E TIRA A PORRA DA TOALHA DO PESCOÇO!


Gaúchos


Primeiro de tudo: Gaúcho é seu passado Biraci!!! E na terra de vocês tá cheio deles. Aquele ensaio na escola de samba foi um negócio legal, mas a quantidade de gente “diferente” que tinha lá tangia o absurdo! Mas valeu Bira, você é um capixoca que mora no meu coração rapaz! Sucesso no novo trampo...de verdade! E não esquece que capixaba tem “sutaque” sim....HÃN!


Micareta


Alemão, rei do axé, me hospedou pra micareta do chiclete, e tentou hospedar o Kid e a Renata, que resolveram interagir com a vizinhança. Valeu Alemão, foi um prazer conhecer mais uma das Mansões Scopel e os grandes fundadores desse conjunto habitacional, que são ainda mais porra loucas que você! Valeuzão! Micareta a qual o Pudinho foi embora e nem me viu mais! Mas valeu Pudinho, massa te ver, só de bobeira, pena que agora você ta namorando e ficou chato eu te pedir em casamento naquele clima romântico todo que só eu sei armar!


Valeu à todos os capixabas amigos, Lívio que esteve sempre “no rock”, Amigão que arrumou um tempinho apertado pra me ver e eu achei isso massa demais, Amanda que eu encontrei no apagar das luzes e todos os que eu não conhecia e que foram gente boa demais...Colatto, Cuca, Lucas, Velho, Paula e mais tanta gente que é melhor parar aqui antes que eu esqueça de alguém.


Esse post era só pra contar sobre a viagem e agradecer à todos mesmo, no próximo eu volto com alguma reflexão imprescindível para o bom andamento da vida de vocês, leitores!


=D

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Diário de Bordo

Quarta Feira, 7 de janeiro de 2009, 21:20 h.

A aventura começou com um chá de cadeira e uma manta gastronômica em São Paulo. R$ 13,00 em misto quente com suco foi a opção mais barata de almoço que eu encontrei em Congonhas. Na sequência o piloto perdeu o ponto de descer devagar e resolveu pousar numa “pontada” digna de um avião de caça. Resultado: A maior dor de ouvido que eu já tive na vida e a de muitas outras pessoas que estavam no avião.

Depois de mais algumas horas esperando a esteira do aeroporto de Vitória funcionar, encontrei os parceiros e a parte boa começou. Vamos aos fatos:

Vitória é quente, muito quente.

Você pode ser Romam Abramovich ou a Maria da Latinha, não importa: Você terá um carro com ar condicionado, e se você não tiver, você morre. A maior sacanagem que você pode fazer com um capixaba é vender a ele um carro com ar condicionado estragado.

Cidade surpreendente


A verdade é que a gente não sabe o que esperar do Espírito Santo. Está no sudeste, mas seus irmãos mais famosos o ofuscam um tanto, e no fim, não se ouve falar muito do estado. Vitória e Vila Velha (Que são praticamente a mesma cidade, separadas apenas por uma ponte gigante) são cidades bem bonitas e modernas. A natureza ajuda por um lado e a engenharia ajuda por outro. Vila Velha é entupida de prédios bem altos, novos e bonitos e Vitória é mais ou menos por aí também.

Ensaio de Escola de Samba

Ta aí um negócio que eu NUNCA na minha vida pensei que iria fazer: Ir a um ensaio de escola de samba. Mas a galera aqui vai e é legal pra caramba! Fora o fato de que a mesma música fica tocando durante horas e horas (Afinal, trata-se de um ensaio...), você não escuta muita coisa mesmo e nem percebe que é igual. Ao som de “Convento da Penha: O relicário de um povo”, a Unidos do Jucutuquara ganhou minha torcida para o caranaval capixaba 2009.

Itaúnas, a terra do McDunas

O lugar é lindo. Uma vilazinha bem “roots”, especializada em forró e brinquedos non-sense em seu playground. Chegar à praia exige esforço, mas compensa, afinal, depois de atravessar as dunas, o visual é bonito demais. A “vibe” é parecida com a da Ilha do Mel, todo mundo feliz na rua sem saber bem porque, pessoas cantando enquanto caminham em direção às dunas para a chegada do ano novo, e são nas dunas que estouramos nossa champanhe pra celebrar o novo ano. Mas o ponto áureo é uma lanchonete, que não tem nada demais, apenas o seu nome e sua logomarca: McDunas.
Eu ri bem.

Ainda estou no meio da viagem, ainda vou pra Guarapari e farei minha estréia em uma micareta: Chiclete com Banana. Talvez vocês não saibam, mas essa banda é famosa demais no Brasil, e nós curitibanos não temos a menor noção disso. Micareta do Chiclete é quase evento.

Esse foi um post bônus, já que eu havia prometido um para a volta apenas, mas eu fiz isso por uma única razão: Para lembrar vocês que enquanto vocês trabalham, eu ainda estou de férias.

=-D