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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Ela se foi

Parecia que seria eterno, mas não foi. Os problemas, as contas pra pagar, tudo isso foi determinante para a separação. Espero que agora ela seja feliz, enquanto ou tomo meu rumo e procuro outra pra me fazer feliz novamente. Bom, antes de mais nada: eu não estava namorando, nem perdi uma ficante que gostasse muito, acho que na verdade foi algo muito pior...eu vendi a minha fender.

Sonho de grande parte de qualquer moleque que se aventure no mundo das cordas, uma guitarra igual aquela não se compra “assim”, custa caro e não é qualquer bodega que tem uma daquelas pra vender. Por custar caro, me surpreendeu eu conseguir vender tão rápido, mas bem, como hoje mesmo eu ouvi...”Uma guitarra dessas é que nem fusca bem cuidado. Quem tem não vende, e quando pinta uma dessas no mercado, o povo fica louco atrás”.

Agora é esperar pra comprar outra guitarra do mesmo naipe (ou melhor) e me divertir com a minha outra, já bem velhinha, surradinha, ordinariazinha, mas que foi a minha primeira guitarra e me quebrou o galho por tantos anos. Mas enquanto isso não acontece, vou sempre ficar com saudade daquele que foi um dos primeiros sonhos que eu realizei e que agora eu já não tenho mais.

=(

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um livro

Se conheceram, melhor, souberam da existência um do outro através de um blog, na verdade dois blogs, um admirava as palavras da outra, que apreciava os textos do um. Romance moderno é assim, cada um usa o recurso de seu tempo, e como essa história não aconteceu com Romeu, nem com Cleópatra, e assim que ela segue: com as conversas de Msn.


Nesse caso, ninguém queria ser qualquer um, dá-lhe destilar o conhecimento literário, próximo ao zero de um, muito maior que isso da outra. Não importa, o que importa é que a conversa passava longe do “Será que vai chover?”. O papo flui, a admiração corre, a conversa convence, o que falta? Falta se conhecer. Claro, isso de conversar ao vivo é coisa do passado, a moda agora é conversar no teclado (Perdoem o trocadilho, micareteiros de plantão), e assim seguiu por tempos e tempos, decepções amorosas de um, reencontros afetivos de uma, entre conversas e cantadas de um lado, Aldrous Huxley, Gabriel García Márquez e tocos do outro.


Mas havia uma razão mais forte que as conversas para eles se encontrarem. Uma promessa. Ela prometeu que lhe emprestaria um livro e ele prometeu...bom, ele não prometeu nada. Se encontraram, sem jeito, sem muitas palavras, sem tempo, o livro trocou de mãos e seguiu um rumo diferente do de costume. Parecia até que nunca tinham se visto, hmm, nunca tinham mesmo se visto, mas a conversa era tão profunda que pareciam parceiros de décadas, mesmo que ambos não tenham vivido mais que duas.


O livro nunca mais voltou pra casa, os dois nunca mais voltaram a se ver e a conversa via web perdeu a graça. Ela não existia, surgiu apenas para lhe entregar aquele livro, como se aquilo fosse o manual de instrução de sua nova vida.