quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pau no cú de quem disse que futebol, política e religião não se discutem. A graça da discussão é a discordância, a raiva, o sangue nos olhos, as cadeiras voando e as esposas chorando pelos maridos sem noção que rolam no chão por causa do Parmera ou do Curíntia. Entretanto, mesmo eu sendo totalmente a favor das discussões grosseiras por causa desses assuntos, não é sobre nada disso que eu vou falar. Fé é crença, crença é sobre o que você acredita, e você pode acreditar ou desacreditar em coisas que não envolvam Jesus, Alá ou Inri Cristo, portanto, falemos sobre a fé em outras instituições.


Navegando nos blogs do Brasil Varonil, li uma passagem sobre o descrédito que os alarmes possuem com a população. Fato comprovado: Ninguém acredita nos alarmes!


Quer ver?


Quando toca o alarme do seu carro lá fora, o que você pensa?


A) Fudeu, estão roubando meu tremendão.


B) Você não ouve, afinal, sofre de sérios problemas de audição.


C) Que saco, essa merda disparou de novo. Vou lá desligar e já volto.


É óbvio que você escolhe a opção C, e se encaminha para seu veículo com a paz digna dos que acabaram de se livrar de peso desnecessário no corpo, após horas de sofrimento na fila do banheiro.


Outra instituição sem crédito: Filhos.


Chega pro seu pai AGORA e conta pra ele que existe uma empresa sensacional, que custa 10 mangos pra abrir uma filial, que vai bombar e render 15 paus mensais, com pouco trabalho. Ele te olhará, te fará um afago, olhará com uma cara que quer dizer “como é que esse jumento foi feito por mim...” e vai ignorar o que você disse. No dia seguinte, um frentista....não, melhor, um carrinheiro......não, melhor ainda, UM MENDIGO aborta ele na rua e diz: “Sei de uma empresa que custa 10 mangos pra abrir uma filial, que vai bombar e render 15 paus mensais, com pouco trabalho.” Sabe o que ele faz?


SE INTERESSA!!! Pesquisa, vai atrás, abre o negócio, e se duvidar, chama o mendigo pra ser gerente. Você vai ser o chapeiro, afinal de contas, você tem muito a aprender ainda sobre negócios.


Por fim, algo que absolutamente ninguém acredita: Elogio de mãe.


Sério, alguma vez na sua vida, viu uma mãe olhar pro filho, recém-nascido, e largar: “Olha meu filhinho, parece um joelhinho...mas eu amo tanto!”. Aposto que não. Aposto A SUA MÃE que não.


É por isso que surgem aqueles seres, filhotinhos de cruz credo, mais feio que bater na vó, que chegam na escola e se acham o Brad Pitt do primário. Essa é uma criança que certamente vai se envolver com drogas quando descobrir a verdade, ao chegar aos 9 anos e não conseguir pegar nem gripe (Hoje em dia a coisa está precoce, não sei bem a idade que começa a “azaração”, mas chuto, com otimismo, que seja uns 9 anos de idade).


O que? Você acreditava na sua mãe?


Então é melhor tomar tento com as drogas, viu?

sábado, 24 de janeiro de 2009

Guia prático do predador

A moda agora é ensinar os outros a fazer aquilo que o escritor não sabe fazer direito. Sabe como é, o famoso faça o que eu digo, não faça o que faço. Pensei então em fazer um post então sobre como ganhar na mega. Ia recomendar às pessoas que jogassem toda semana, pegassem mulher feia pra espantar a zica e arrumassem uma namorada vadia, pra fazer valer a tal sorte no jogo, azar no amor. O problema é que fazer um post com 3 linhas ficaria chato. Cogitei a possibilidade de fazer um Beabá sobre moda masculina, porém, sobre esse assunto eu só teria uma linha pra falar: eu não sei de nada, socorro.


Isto posto, resolvi escrever sobre algo que todo mundo gostaria de ler! Vos apresento a bíblia do homem solteiro: Conheça o Guia Prático do Predador!


Vestimenta

Como aprendemos com esse próprio blog, o importante é ter estilo! Escolha um estilo de sua preferência, acordando sempre com o tipo de mulher que você quer pegar. Pegar Paty? Estilo rico. Pegar dançarina de axé? Estilo feio. Pegar indie? Estilo esquisito. As roupas precisam ser da marca da moda do perfil que você se encaixa. Use SEMPRE roupas daquelas em que quando você olhar uma foto sua vestida daquela maneira, daqui 10 anos, você comente: “Eu não acredito que eu me vestia assim.” Preze pelos penduricalhos como chapéus, piercings e anéis, afinal estileiro que não usa penduricalho não é estileiro.


Olhar

Paulo Ricardo, nos anos 80, já ensinava: O olhar é 43! O que isso quer dizer? Eu não sei também o que quer dizer, mas deve ser algo como aquele olhar interessado, de canto de olho, com um sorriso maroto. Ou não.


Essa dica não vale para cegos, ok?


Confiança

Você já está colorido e com um chapéu cata ovo. Você já olha de canto da mesma maneira que o Paulo Ricardo. Então, por que não estaria confiante? Esteja seguro de que nenhuma mulher vai te recusar. Avance sem medo, você é o cara! O CARA!


Escolhendo a presa

Quando você é um predador você não escolhe a presa, a presa escolhe você. Fique atento, olhe pra todas, sorria pra todas, e encoraje a primeira que te ver a ficar com você. Esse papinho de que você precisa escolher uma é ladainha, afinal, canalha que é canalha é dono de todas, e as mulheres adoram um canalha.


Dança

Dance com as chinas. É na dança que você demonstra todo seu poder de sedução e habilidade corporal. Quanto mais movimentos eróticos você fizer durante seus passos, melhor encaminhada estará a sua conquista. Dance a dança da sedução e fique a um passo da vitória!


Papo

Você é um predador, e predador não conversa com sua presa, predador come. Esqueça essa baboseira de conversa, afinal, se mina quisesse papo ela ligava pra amiga ao invés de ir pra balada. Decore apenas estas quatro palavras, pois você não precisará de nada mais que isso: Vamos para o Motel?



Parabéns campeão, agora você é um predador, um tigre de balada. Curta sua nova fase canalha, desfrute das vantagens de ser um garanhão reconhecido no mercado e, por fim, deposite R$ 9,90 na minha conta por ter lhe ensinado essas dicas tão preciosas e funcionais sobre a arte da conquista.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Encontro perfeito

Quantas vezes já lhe perguntaram como seria o seu encontro ideal? Obviamente que em uma mesa de bar com machos em roda, esse tipo de assunto não vem à tona, até porque ninguém é idiota para falar de amor se podemos falar de futebol, grosserias e putaria. Pero é fato que todos temos alguma amiga mais romântica que já nos fez essa pergunta pelo menos uma vez, inclusive, até o orkut tem essa pergunta a ser respondida na montagem de nosso perfil.


E justamente por essa pergunta do site de relacionamentos que escrevo, pois uma amiga me questionou essa semana: “Du, não acredito que você escreveu isso como encontro perfeito!!! Como você não mudou isso ainda???”. A resposta era a citação de um encontro que eu tive, que considerei perfeito na época. Mas depois da mijada que eu tomei, eu refleti sobre o assunto e descobri como seria o meu encontro perfeito.


O dia? O dia pode ser ensolarado, afinal, céu azul sempre deixa a gente de bom humor e ainda por cima, as mulheres usam roupas menores e ficam mais bonitas. Apesar de que eu nem precisaria de um dia bonito pra estar de bom humor, pois eu estaria buscando o meu prêmio da mega sena. É, eu teria ganhado na mega...o encontro é meu e eu ganho na mega na hora que eu quiser, ok?


Continuando...


Ao sair da caixa econômica e ter deixado uma gorjetinha de R$ 1.000,00 pra moça do caixa, eu a vejo, linda, bem humorada, feliz, afinal, ela acabou de ganhar o concurso de Miss Curitiba. Eu nem sei se existe esse concurso na verdade, mas no meu encontro perfeito ele existe, é disputado por todas as mulheres da cidade e os jurados prezam mais pelas formas do corpo unidas à beleza do rosto do que pela magreza bulímica dessas modelos insanas que ganham concursos por aí.


Bom, ela é Miss, logo é simpática, inteligente, elegante e preocupada com a pobreza na África, quase uma Angelina Jolie dos pinheirais, com a diferença que não é casada e nem tem 7875808 filhos. Aliás, ela ainda não tem nenhum, quer ter apenas depois de se casar, com o cara perfeito: Eu.


Sobre o que falamos um pro outro quando nos vimos? Não pensei nisso...mas quem se importa, ela é maravilhosa e eu sou milionário, você acha que alguém aqui ta ligando pra papo?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Curitiba, chuva e 22ºc

O sonho acabou. Aquela história de precisar de ar condicionado pra poder respirar e tomar sol até ficar tão colorido quanto um tomate ficou pra trás junto com o tempo bom que me acompanhou em Vitória, Itaúnas, Guarapari e minhas poucas horas no Rio de Janeiro.


Manja o que é sentir calor DENTRO DO AVIÃO? 35ºc me fizeram sentir isso no Rio e essa sensação passou assim que o comandante falou: “Senhores passageiros, passaremos agora por um período de turbulência, mantenham-se em seus assentos com seus cintos de segurança fechados”. 3 chances pra acertar: O Padre voador enroscou na aeronave? Thor resolveu dar uma brincada? Não, estávamos chegando em Curitiba e obviamente estava chovendo. Novidade...


Já que é pra falar de desgraça, vamos aos grandes momentos trágicos e engraçados da viagem.


Eu e Felipe


Simplesmente não nascemos pra freqüentar o mesmo ambiente. Enquanto estivermos juntos, o atendimento será lento, o local será quente, a comida terá cabelo e a cantora será gorda e não gestante. Mesmo com esses pesares, foi super "alto astral" sair contigo aí piá! Te considero pra caramba e você sabe disso.


Nhé nhé.


Ator pornô guia turístico


A partir do momento em que uma chilena começa a explicar pro dono da casa onde que se guardam as panelas e lhe explica a importância do Pau Brasil pra nossa história, é hora de rever os conceitos de profissão e perceber que o cidadão tem mais talento pra pornografia do que pra Zezinho do Cajueiro. 1 metrossexual, Kid Bengala ou Gustavo, brincadeiras a parte, valeu mesmo pela força aí! Manda um abraço pra família toda, todo mundo foi legal demais....E TIRA A PORRA DA TOALHA DO PESCOÇO!


Gaúchos


Primeiro de tudo: Gaúcho é seu passado Biraci!!! E na terra de vocês tá cheio deles. Aquele ensaio na escola de samba foi um negócio legal, mas a quantidade de gente “diferente” que tinha lá tangia o absurdo! Mas valeu Bira, você é um capixoca que mora no meu coração rapaz! Sucesso no novo trampo...de verdade! E não esquece que capixaba tem “sutaque” sim....HÃN!


Micareta


Alemão, rei do axé, me hospedou pra micareta do chiclete, e tentou hospedar o Kid e a Renata, que resolveram interagir com a vizinhança. Valeu Alemão, foi um prazer conhecer mais uma das Mansões Scopel e os grandes fundadores desse conjunto habitacional, que são ainda mais porra loucas que você! Valeuzão! Micareta a qual o Pudinho foi embora e nem me viu mais! Mas valeu Pudinho, massa te ver, só de bobeira, pena que agora você ta namorando e ficou chato eu te pedir em casamento naquele clima romântico todo que só eu sei armar!


Valeu à todos os capixabas amigos, Lívio que esteve sempre “no rock”, Amigão que arrumou um tempinho apertado pra me ver e eu achei isso massa demais, Amanda que eu encontrei no apagar das luzes e todos os que eu não conhecia e que foram gente boa demais...Colatto, Cuca, Lucas, Velho, Paula e mais tanta gente que é melhor parar aqui antes que eu esqueça de alguém.


Esse post era só pra contar sobre a viagem e agradecer à todos mesmo, no próximo eu volto com alguma reflexão imprescindível para o bom andamento da vida de vocês, leitores!


=D

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Diário de Bordo

Quarta Feira, 7 de janeiro de 2009, 21:20 h.

A aventura começou com um chá de cadeira e uma manta gastronômica em São Paulo. R$ 13,00 em misto quente com suco foi a opção mais barata de almoço que eu encontrei em Congonhas. Na sequência o piloto perdeu o ponto de descer devagar e resolveu pousar numa “pontada” digna de um avião de caça. Resultado: A maior dor de ouvido que eu já tive na vida e a de muitas outras pessoas que estavam no avião.

Depois de mais algumas horas esperando a esteira do aeroporto de Vitória funcionar, encontrei os parceiros e a parte boa começou. Vamos aos fatos:

Vitória é quente, muito quente.

Você pode ser Romam Abramovich ou a Maria da Latinha, não importa: Você terá um carro com ar condicionado, e se você não tiver, você morre. A maior sacanagem que você pode fazer com um capixaba é vender a ele um carro com ar condicionado estragado.

Cidade surpreendente


A verdade é que a gente não sabe o que esperar do Espírito Santo. Está no sudeste, mas seus irmãos mais famosos o ofuscam um tanto, e no fim, não se ouve falar muito do estado. Vitória e Vila Velha (Que são praticamente a mesma cidade, separadas apenas por uma ponte gigante) são cidades bem bonitas e modernas. A natureza ajuda por um lado e a engenharia ajuda por outro. Vila Velha é entupida de prédios bem altos, novos e bonitos e Vitória é mais ou menos por aí também.

Ensaio de Escola de Samba

Ta aí um negócio que eu NUNCA na minha vida pensei que iria fazer: Ir a um ensaio de escola de samba. Mas a galera aqui vai e é legal pra caramba! Fora o fato de que a mesma música fica tocando durante horas e horas (Afinal, trata-se de um ensaio...), você não escuta muita coisa mesmo e nem percebe que é igual. Ao som de “Convento da Penha: O relicário de um povo”, a Unidos do Jucutuquara ganhou minha torcida para o caranaval capixaba 2009.

Itaúnas, a terra do McDunas

O lugar é lindo. Uma vilazinha bem “roots”, especializada em forró e brinquedos non-sense em seu playground. Chegar à praia exige esforço, mas compensa, afinal, depois de atravessar as dunas, o visual é bonito demais. A “vibe” é parecida com a da Ilha do Mel, todo mundo feliz na rua sem saber bem porque, pessoas cantando enquanto caminham em direção às dunas para a chegada do ano novo, e são nas dunas que estouramos nossa champanhe pra celebrar o novo ano. Mas o ponto áureo é uma lanchonete, que não tem nada demais, apenas o seu nome e sua logomarca: McDunas.
Eu ri bem.

Ainda estou no meio da viagem, ainda vou pra Guarapari e farei minha estréia em uma micareta: Chiclete com Banana. Talvez vocês não saibam, mas essa banda é famosa demais no Brasil, e nós curitibanos não temos a menor noção disso. Micareta do Chiclete é quase evento.

Esse foi um post bônus, já que eu havia prometido um para a volta apenas, mas eu fiz isso por uma única razão: Para lembrar vocês que enquanto vocês trabalham, eu ainda estou de férias.

=-D

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Caro leitor

Venho por meio desta manifestar o meu mais sincero agradecimento à você, leitor assíduo ou casual deste bloco de notas virtual batizado de Caderninho do Grelha. 2008 foi seu ano de estréia, mas foi também um ano de sucesso, com um número de visitas surpreendente para a proposta e o tempo de existência do blog. Espero que minhas palavras possam ter trazido risadas e reflexões para vocês, meus caros, e desejo que em 2009 seja tudo ainda melhor.


Me esforçarei pra transformar este espaço em uma página cada vez mais aprazível de ser lida, e conto com a força de vocês para divulgar este canto e transformá-lo em algo ainda maior, o qual vocês possam se orgulhar de ter visto nascer.


Encerro esta carta com uma frase que demonstra todo o meu desejo de felicidades e realizações neste Natal e neste ano vindouro:


PUTA QUE PARIU!


UM NATAL FODÁSTICO E UM 2009 DO CARALHO PRA VOCÊS CAMBADA!!!


Atenciosamente,


Eduardo Araújo.


-


Viajarei e volto dia 11. Prometo uma atualização contando tudo!


Até lá!


Valeu pessoal!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

2008: The year is gone

No ritmo da música “The thrill is gone” (B.B King), cante comigo....The year is goooneee....yeaaaaah, the year is gooone! Tá bom, não cante, eu sei que você não quer. A gracinha inicial está feita, já podemos falar sobre o assunto do post.


Nessa época todos fingem pensar sobre a vida, todos fingem entender o espírito natalino e criticam a maneira que o ser humano médio celebra a data. Então serei breve na parte do Natal: Quero um ótimo Natal pra todo mundo, com muita paz, alegria e cheio pacotes grandes, coloridos e recheados embaixo de sua árvore de Natal. Pronto!


Agora o que interessa. Como foi seu 2008? O que você pode fazer pra transformar seu 2009 em um ano ainda melhor?


Contarei o meu 2008. Apesar de 8 ser número par, esse foi um ano ímpar pra mim, cheio de situações novas, algumas boas, outras nem tanto.


Janeiro: Uma ceia pouco animada, mas diferente. Arrumei um emprego de verdade em uma empresa que parece ser de mentira. Não pelo lado bom, parece ser de mentira pelo lado ruim mesmo.


Fevereiro: Depois de MUITO tempo um carnaval com os amigos. Apesar de vários problemas, foi divertido demais. Em fevereiro também começa a temporada de formaturas.


Março: A temporada de formaturas continua. No apartamento 24, durante o dia 24, chego aos pouco nobres 24 anos também.


Abril: Lembra do emprego de verdade na empresa de mentira? Já não tenho mais. = /


Maio: Um dia especial = Stock Car. Não sou nenhum fanático alucinado por carros, mas fazia tempo que eu não saía só com meus amigos em uma situação daquela. Me fez muito bem, apesar dos pesares.


Junho: Desempregado e desacorsoado. Mês insosso.


Julho: A virada, a revolução, a mudança – O fim de uma história de 5 anos. Não queria ter que dizer isso, mas...foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida. Fez um bem incalculável pra mim, pra minha família, pros meus amigos e pra minha ex, inclusive. Logo de cara, uma formatura pra começar a nova vida com o pé direito.


Agosto: O novo emprego. As novas amizades. O reencontro das velhas amizades. As novas festas. A nova rotina. As contas do cartão de crédito.


Setembro: Primeira viagem solteiro depois de muitos anos. SENSACIONAL. 2ª viagem solteiro depois de solteiro e a primeira viagem à trabalho. EXCELENTE TAMBÉM. Nicete Bruno me pagou um café! Hehehe. Muitos novos amigos a partir daqui. E o ritmo festivo “daquele jeito”.


Outubro: Festas, grandes amigos na área e encontro de gente nova e especial.


Novembro: O ritmo das festas é menor, já que o dinheiro acabou. Mas as festas continuam ótimas e o resultado delas continua rendendo piadas até agora. A volta do Selecionado Imbatível Tafoda. Mais amizades novas.


Dezembro: Correria de fim de ano. Expectativa pra próxima viagem. Mudança de algumas coisas no trabalho. Esperança de um 2009 ainda melhor.

Não tenho do que reclamar de 2008. Aliás, tenho sim.


Que 2009 seja quase igual 2008, mas com o Paraná voltando pra casa.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Essa grande potência do sul

1914: Esse foi o marco para o início de uma grande história. História que começou aqui, no meu bairro, quando ítalo-brasileiros resolveram fundar duas equipes de bola. O Savóia, com nome de origem italiana advindo da região entre Piemonte e a França, mantinha também suas tradições em suas cores, vermelha, branca e verde (Precisou inclusive ser chamado de E.C. Brasil durante a 2ª grande guerra). O Água Verde, escolheu o nome do bairro e as cores do estado, verde e branco. Os clubes de origem italianas uniram forças e formaram uma terceira força, rica e vitoriosa, mas ainda pouco popular: O Pinheiros.


Ainda em 1914, na periferia surgia outro vencedor, o Hexacampeão Britânia. E foi de uma cisão deste que surgiu o maior de todos, até então: Clube Atlético Ferroviário. Este, que surgiu como uma proposta de esporte amador para os funcionários da grande força que era a rede ferroviária no país, cresceu de maneira tão contundente que foi a potência dos anos 60, sendo o primeiro clube do estado a jogar um torneio oficial nacional e obtendo grandiosa torcida. A fusão entre essas 2 forças com uma terceira equipe também de origem italiana, o Palestra Itália foi um passo pra trás. Afinal, toda história tem seu drama, e o drama desta se chama Colorado.


A torcida Boca Negra, que surgiu como a segunda maior do estado, morreu de desgosto, enquanto a do Pinheiros, quase inexistente, vivia um sonho. Em 19 de dezembro de 1989, após reuniões secretas e discussões sobre viabilidade, foi tomada a decisão. Era hora de unir um clube com grande apelo popular, de antepassados vitoriosíssimos e possuidor do único estádio que sediou Copa do Mundo no estado à riqueza, prosperidade e patrimônio de outro clube. Assim se uniram Colorado e Pinheiros, formando o maior clube social e esportivo do sul do Brasil: O Paraná Clube.


Nunca nenhum clube fez tanto em tão pouco tempo. Com 2 anos de história, o primeiro título importante, jogando na casa do rival que até então era o pesadelo do Colorado. Aos 3, o clube já alcançava a elite do futebol brasileiro. Ainda aos 3 anos, era o clube mais rico do país, tinha o maior número de sócios da nação e pagava seus jogadores em dólar em tempos de Cruzeiro Real. Aos 8 anos, emendava uma seqüência de 7 títulos importantes, incluindo um Pentacampeonato estadual. Se dizia por aí...”...a torcida coxa é a maior....a atleticana é a mais vibrante....mas a paranista....bom, a paranista é a mais feliz!!!”. Comprar um caminhão de bombeiros já se tornara um bom negócio.


Por falta de planejamento e competência, não chegamos onde poderíamos (ainda), e estamos passando a pior fase da história dessa respeitável instituição, mas hoje é o dia do Tricolor, Tricolão, Tricolaço da Vila Capanema. Hoje o Paraná Clube completa apenas 19 anos, mas com uma sala de troféus de 50.


Parabéns meu tricolor, que você seja cada vez mais e mais essa grande potência do sul.



terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Na fila por um órgão

Algumas pessoas nascem com um problema de saúde e algum órgão do corpo destas não funciona como deveria. Triste fado na vida destas pessoas, porém, alguns por descuido acabam por sofrer das mesmas mazelas, após sofrerem algum acidente de graves proporções ou abusar do funcionamento de alguma de suas engrenagens vitais. E para resolver o problema? Um transplante de órgãos.


Sempre é pesado torcer pela morte de alguém para que você viva melhor a vida que você tem. Sempre é duro imaginar que existe algo dentro de você que não veio junto contigo. Sempre é ruim o período anterior ao transplante. Mas se a pessoa sabe se desvincular disso, compreender que o doador morreria de qualquer jeito (Destino?) e que, como diz a vó dos feios, o importante é ter saúde, a criatura leva uma vida feliz, aliás, uma nova vida feliz.


Mas me ocorreu uma idéia diferente (Valeu Renata). Que tal se pudéssemos trocar nossos órgãos e membros como quem troca uma fita de super nintendo com o vizinho de cima?


“- Aí Jorginho, vai fazer qual hoje?

– Nada!

- Brother, tenho um futes hoje, coisa fina, mas porra, ta ligado que minha perna esquerda só serve pra subir em ônibus...me empresta tua perna direita?

- Chega aí cara, passa aqui em casa pegar...aproveita e traz aquele filme que tu me falou que é bom pra caramba....qual é mesmo?

- Wall-E

- Isso, Wall-E...”


Irmãos fumantes revezando pulmões pra não “sujar” muito os pulmões de um só. Carecas pegando os cabelos de suas mães emprestados pra ir pra balada e pagar de jovenzinho. Moças “vividas” alugando hímens para mostrar para o pai tradicionalista e recriminador. E se a Fernanda Lima emprestasse seu rosto para o corpo (antigo) da Joana Prado? Quem resistiria?


Inauguro então nesse blog o trâmite de órgãos humanos:


TROCO MEU CORAÇÃO POR UM FÍGADO


Coração em perfeito estado de saúde. Nunca arriou, chiou, ou funcionou fora de tempo. Regulado, documentação e Check-up 2009 OK. Envio de brinde uma chuteira society Umbro, vermelha, em bom estado.

Motivo da troca – Não quero mais fazer uso das capacidades do coração. Mas quero dobrar a quantidade de álcool ingerido pelo corpo com segurança, sem riscos de parada de funcionamento.


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Texto baseado na maluquice sugerida pela Renata Quadros. Valeu Re!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Um livro

Se conheceram, melhor, souberam da existência um do outro através de um blog, na verdade dois blogs, um admirava as palavras da outra, que apreciava os textos do um. Romance moderno é assim, cada um usa o recurso de seu tempo, e como essa história não aconteceu com Romeu, nem com Cleópatra, e assim que ela segue: com as conversas de Msn.


Nesse caso, ninguém queria ser qualquer um, dá-lhe destilar o conhecimento literário, próximo ao zero de um, muito maior que isso da outra. Não importa, o que importa é que a conversa passava longe do “Será que vai chover?”. O papo flui, a admiração corre, a conversa convence, o que falta? Falta se conhecer. Claro, isso de conversar ao vivo é coisa do passado, a moda agora é conversar no teclado (Perdoem o trocadilho, micareteiros de plantão), e assim seguiu por tempos e tempos, decepções amorosas de um, reencontros afetivos de uma, entre conversas e cantadas de um lado, Aldrous Huxley, Gabriel García Márquez e tocos do outro.


Mas havia uma razão mais forte que as conversas para eles se encontrarem. Uma promessa. Ela prometeu que lhe emprestaria um livro e ele prometeu...bom, ele não prometeu nada. Se encontraram, sem jeito, sem muitas palavras, sem tempo, o livro trocou de mãos e seguiu um rumo diferente do de costume. Parecia até que nunca tinham se visto, hmm, nunca tinham mesmo se visto, mas a conversa era tão profunda que pareciam parceiros de décadas, mesmo que ambos não tenham vivido mais que duas.


O livro nunca mais voltou pra casa, os dois nunca mais voltaram a se ver e a conversa via web perdeu a graça. Ela não existia, surgiu apenas para lhe entregar aquele livro, como se aquilo fosse o manual de instrução de sua nova vida.