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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Barulhinho Bom

“Nossa, que graça tem um bando de homem fedido correndo atrás de uma bola?”. Pergunta idiota, feita por pessoas bestas e que pensam ser mais inteligentes que os “meros mortais”. A resposta: Paixão. Não, não paixão por homens fedidos, mas o futebol apaixona, só quem joga ou acompanha entende, e quem não faz nada disso não tem o direito de criticar quem o faz sem tentar algumas vezes na vida brincar com o esporte bretão.


E que graça tem passar os dedos por sobre um fio enrolado com aço?


Essa pergunta é menos freqüente, quase inexistente, mas a explicação é a mesma do porque gostar de futebol: Paixão. Tocar um instrumento musical é tão (ou mais) apaixonante que um clássico de futebol, que o seu novo cachorrinho ou que a Angelina Jolie atuando em 60 segundos.


Mas por quê?


Tocar um instrumento musical exige dedicação, tempo, dores, disposição, raciocínio, estudo. É quase como um filho, só que um instrumento musical nunca vai gritar “Paaaaai, te amooooo” depois de receber o diploma dele. Mas então, qual a graça de ficar abrindo os dedos de maneira desconfortável e receber em troca um som chiado? A esperança de fazer aquele som limpo! E quando o som sai limpo, a sua alma se limpa junto, e uma seqüência de notas limpas é capaz de te tirar da guerra e te levar pra uma rede na beira da praia, curtindo uma sombra de coqueiro. Poucas coisas relaxam tanto quanto pegar um violão e arranhar umas musiquinhas. Pouquíssimas coisas te liberam mais energias positivas do que pegar uma guitarra com o drive borbulhando, o volume no talo e tocar uns power chords, só pra soltar a raiva!


Não há explicação pro sentimento que a música proporciona, mas eu garanto que o sentimento é o melhor possível quando você ouve aquele barulhinho bom que você mesmo fez.